|
Matrículas
sobem mais que salários
Estudo realizado
pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos
(Dieese/subseção da Fetee-Sul) sobre a situação econômica das
instituições particulares de ensino no Rio Grande do Sul aponta
uma disparidade entre os índices de reajuste das mensalidades
e dos salários. Os aumentos nos custos das matrículas das universidades
nos últimos quatro anos totalizaram 86,01%. Os estudantes pagaram
mais, mas os trabalhadores em educação ficaram de fora do banquete,
com reajustes próximos da inflação. De acordo com o levantamento
do Dieese, os salários de professores das instituições privadas
foram reajustados em 47,94% - percentual inferior à variação do
INPC, que ficou em 31,37%.
A partir dos
quadros de receitas e despesas de dez escolas privadas do ensino
básico, o Dieese concluiu que a margem de lucro operacional equivale
a 17,79% dos gastos efetuados. Ainda neste ano, a entidade deve
concluir um estudo sobre as planilhas de custos do educação superior.
Com base em informações preliminares, a estimativa é de que o
resultado operacional das universidades seja ainda superior ao
do ensino secundário. A justificativa das instituições, de que
a prioridades são os investimentos, não leva em conta um detalhe:
o serviço prestado pela escola é a educação, portanto, seria de
se esperar que esses investimentos fossem direcionados para qualificação
e remuneração da mão-de-obra, conclui o Dieese.
|