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Matrículas sobem mais que salários

Universidades que não param de crescer

Diploma não garante emprego

MEC rejeita 90% dos pedidos para novos cursos superiores

Uma história de mil anos

Estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese/subseção da Fetee-Sul) sobre a situação econômica das instituições particulares de ensino no Rio Grande do Sul aponta uma disparidade entre os índices de reajuste das mensalidades e dos salários. Os aumentos nos custos das matrículas das universidades nos últimos quatro anos totalizaram 86,01%. Os estudantes pagaram mais, mas os trabalhadores em educação ficaram de fora do banquete, com reajustes próximos da inflação. De acordo com o levantamento do Dieese, os salários de professores das instituições privadas foram reajustados em 47,94% - percentual inferior à variação do INPC, que ficou em 31,37%.

A partir dos quadros de receitas e despesas de dez escolas privadas do ensino básico, o Dieese concluiu que a margem de lucro operacional equivale a 17,79% dos gastos efetuados. Ainda neste ano, a entidade deve concluir um estudo sobre as planilhas de custos do educação superior. Com base em informações preliminares, a estimativa é de que o resultado operacional das universidades seja ainda superior ao do ensino secundário. A justificativa das instituições, de que a prioridades são os investimentos, não leva em conta um detalhe: o serviço prestado pela escola é a educação, portanto, seria de se esperar que esses investimentos fossem direcionados para qualificação e remuneração da mão-de-obra, conclui o Dieese.

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