capa.jpg (47076 bytes)A Aids responde presente
Mais devastador do que a própria Aids tem sido um poderoso coquetel que combina a um só tempo ignorância, preconceito e indiferença. Embora há muito a moléstia tenha deixado de ser uma   condenação reservada aos drogados e homossexuais, como muitos chegaram ao ponto de insinuar, existe ainda quem pense estar completamente imune ou distante desta miséria. Isso acaba criando condições que favorecem ainda mais a proliferação do vírus, apesar das revelações científicas já nem tão recentes, que dão conta das formas exatas de contágio - entre as quais, as principais são as relações sexuais e o contato com o sangue contaminado. No entanto, é preciso que todos saibam que a Aids não é um problema dos aidéticos ou portadores. É um problema social que diz respeito a todos e a cada um individualmente. Senão por solidariedade, pelo menos porque todos estão expostos aos riscos e apresentam algum grau de vulnerabilidade. Por isso mesmo é impressionante que espaços de convivência social como a escola não levem em conta a necessidade de prevenção e esclarecimento sobre a doença que, inclusive, evitaria, outras moléstias contagiosas. As medidas adotadas pelas escolas sucederam a casos concretos e, assim como as campanhas oficiais, ainda não alcançaram uma adequação capaz de fazer frente à epidemia. Mas a Aids está na lista de chamada. Para preservar da segregação, alguns dos pais, responsáveis, professores, crianças e adolescentes citados nesta reportagem são designados por nomes fictícios ou pelas iniciais do nome.

Resistência sem trégua

Adolescentes não temem

Revelação provoca pânico

Aprendendo a viver

Rede de multiplicadores