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Ponto
pra eles
Deu
o que falar. A Marcha dos Sem, que cruzou boa parte da cidade
no dia 23 de julho reivindicando coisas justas (leia matéria da
página 4), fez uma paradinha estratégica na frente do prédio da
Zero Hora, em Porto Alegre, para protestar contra as posições
políticas da empresa. Até aí tudo bem. A liberdade de expressão
é uma realidade. O problema é que um grupo de manifestantes decidiu
marcar com mais ênfase o protesto e cobriu o prédio do jornal
com adesivos. A frase - nada simpática, aliás - acusava a empresa
de mentir em seus noticiários.
Bate
boca
O
que se seguiu foi um festival de acusações de parte a parte. A
RBS taxou os manifestantes de fascistas e anti-democráticos. E
calou. A CUT, organizadora do protesto, saiu em defesa de seus
filiados dizendo que o ato foi legítimo. Mas entre os que condenaram
o ato publicamente estão parlamentares petistas, comunistas e
socialistas, além de jornalistas e representantes de classe. “Fascista
é repetir uma mentira tantas vezes até que ela seja considerada
verdade”, atacou Francisco Vicente (presidente da CUT estadual),
lembrando uma frase célebre do chefe do serviço de comunicação
de Hitler, o marechal Goebels. No último dia 4 de agosto, a Coordenação
Unitária da marcha divulgou nota em que repudia a crítica ao protesto,
especialmente no que se refere à opinião dos políticos identificados
com os partidos populares. “Este fato demonstra que há quem prefira
subir, sob os holofotes inimigos, pisando nos aliados”, termina
a nota. O texto foi redigido e enviado aos jornais em papel timbrado
da CUT. No mesmo dia, os parlamentares em questão (o deputado
Marcos Rolim e os vereadores Hélio Corbelini e Lauro Hagemann)
responderam à nota. “Os anônimos autores do repúdio não são apenas
contra a liberdade de imprensa (...) mas são contra também a liberdade
de expressão daqueles que divergem de seus propósitos”, dizem.
Saudades...
De
concreto mesmo no episódio, ficou a posição extremamente cômoda
da RBS. Ela recebeu a solidariedade de vários setores sociais,
explorou o fato politicamente e, de quebra, ainda causou (mais)
uma quizumba no movimento social com as já enfadonhas trocas de
acusações entre setores divergentes. Só faltou algum gênio justificar
ações desse tipo repetindo um dos bordões preferidos da ditadura,
“liberdade (de imprensa) sim, mas com responsabilidade”. Ponto
pra eles...
Educação
Infantil
Estão
abertas as inscrições para o IV Encontro Estadual de Educação
Infantil, promovido pelo Sinpro/RS. Sob o título Educação Infantil,
rupturas, desafios perpesctivas, o seminário será realizado no
Colégio Rosário, em Porto Alegre, nos dias 10 e 11 de setembro.
As inscrições podem ser feitas na sede estadual do Sinpro/RS (Avenida
João Pessoa, 919, fone 51.211-1900) ou nas Delegacias Regionais
do sindicato. As vagas são limitadas e aos participantes serão
fornecidos certificados. O valor da inscrição para sócios do Sinpro/RS
é R$ Para os demais, R$ 18. O encontro contará com os painéis
A regulamentação da educação infantil pelos Conselhos de Educação(tema
que será abordado pela professora Antonieta Beatriz Mariante,
relatora da Resolução 246/99 do Conselho Estadual de Educação,
e pela professora Maria Otília Kroeff Suzin, vice-presidente do
Conselho Municipal de Educação de Porto Alegre), Para onde rumamos
com nossas crianças (Ricardo Balestreri, psicopedagogo clínico
e presidente de honra da Seção Brasileira da Anistia Internacional)
e O cotidiano da escola infantil: projetos possíveis e necessários
(Ana Isabel Lima Ramos, pedagoga, especialista em Educação Infantil).
Já as oficinas abordarão: poesia e a criatividade: a palavra,
o jogo e a aprendizagem; Bruxas e Fadas: feitiço e magia na literatura;
Brincando, brincando, se aprende; Jogar e compreender: o espaço
lúdico na aprendizagem e O professor como sujeito sensível na
relação de ensino-aprendizagem.
Matemática
Alguém
explica? Com o último aumento, o preço dos combustíveis já subiu
mais de 60% só este ano no país, isto que estamos ainda a cinco
meses do terceiro milênio. Já a inflação, aquela que altera os
preços nos supermercados, calculada pela Fundação Getúlio Vargas
nem chegou aos 10%. Das duas uma: ou estão maquiando os índices
de reajuste de preços (gasolina e diesel, como se sabe, puxam
aumentos em série) ou alguém anda ganhando dinheiro com os aumentos
de combustíveis. O presidente da Agência Nacional do Petróleo,
David Zilbernstei, chegou a dizer que a gasolina barata só beneficia
os mais ricos. De novo: alguém explica?
Endereço
A
Delegacia de Canoas está em novo endereço. Instalou-se na rua
15 de janeiro, 121, sala 605, no Centro da cidade.
Três
letras
Enquanto
o preço internacional do petróleo só caía no mercado externo,
os combustíveis brasileiros viviam uma curiosa estabilidade de
preços por aqui. Agora que o petróleo voltou a subir lá fora,
os preços aqui acompanham. A explicação para isso tem apenas três
letras: FMI
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A
doença das trabalhadoras
LER:
Lesões por Esforços Repetitivos.
É um conjunto de doenças ou alterações
funcionais que atingem parte do corpo (cintura escapular,
braços, mãos, dedos, punho, articulações).
82%
dos pacientes pesqusiados com LER crônica em Porto
Alegre são mulheres.
77%
já fizeram fisioterapia mais de cem vezes e não
ficaram curados.
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