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Eduardo
Guimaraens em poemas inéditos
César
Fraga
A
Editora Libretos lançou um livro com poemas inéditos
do poeta gaúcho Eduardo Guimaraens, Dispersos. A obra é
composta por textos pertencentes ao acervo da família,
que na verdade já haviam sido publicados, mas apenas na
forma de reprodução no livro Paisagens Reinventadas
Traços Franceses no Simbolismo Sul-rio-grandense,
da professora Maria Luiza Berwanger da Silva (Editora da Universidade,
Ufrgs, em 1999). É a própria Maria Luiza, estudiosa
da obra do escritor, quem assina a organização do
material editado por Rafael Guimaraens, neto do poeta. Os poemas
de Guimaraens estão sempre acompanhados de uma reprodução
do original, um atrativo à parte no belo projeto gráfico
de Clô Barcellos, que apresenta um acabamento caprichado,
fazendo justiça à trajetória do autor. Porém,
tal opção não tem relação apenas
com a estética. Como a própria organizadora comenta
já na apresentação do livro, ao observarmos
as reproduções dos originais, é possível
acompanhar a evolução do poema desde o esboço
da idéia, os rabiscos e as reescrituras, as modulações
de ritmo e forma, o fazer e refazer até a conclusão
do texto final.
O poeta, nascido em 30 de março de 1892, filho de um jornalista
português exilado no Brasil, defensor de idéias republicanas,
dedicou-se desde cedo à literatura incentivado pelo pai,
que chegou a financiar seu début, um livreto de poesias
escrito quando tinha ainda 13 anos.
São atribuídas a ele as bases do simbolismo gaúcho,
sendo contemporâneo e conviva de Álvaro Moreyra,
Felipe dOliveira, Homero Prates, Alceu Wamosy, Dionélio
Machado, Alcides Maya, Mario Totta, Raul Bopp entre outros. Além
de atuar em jornais de Porto Alegre, como A Federação
e o Correio do Povo, também foi cronista de publicações
importantes do Rio de Janeiro: Boa Hora, Fon Fon.
Guimaraens foi também um incentivador do modernismo no
estado, porém, morreu jovem, aos 36 anos, no dia 13 de
dezembro de 1928, há exatos 74 anos. Deixou como sua única
publicação, Divina Quimera, de 1916, que, posteriormente
a sua morte teve reedição ampliada pela Livraria
do Globo, em 1944.
Leia também:
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de Paulo Freire - João Francisco de Souza
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