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As
pioneiras do Sul - parte 2
Barbosa
Lessa
E
já vão entrando em cena as bisnetas pioneiras. Também
nas redondezas do Camaquã se estabelece Ana Gonçalves
da Silva, casada com Manuel da Silva Pacheco. Trabalha com tal
dinamismo que, na região, o campo de ambos passa a ser
assinalado não pelo nome do marido mas pelo dela mesma:
Estância da "Pacheca". Para Antônia Joaquina
da Silva, casada com Boaventura José Centeno, toca a Sesmaria
do Brejo. No alto de uma coxilha eles levantam com tal capricho
a Estância da Figueira que, ainda hoje, dois séculos
passados, esta serviu de robusto cenário para a TV Globo
gravar a novela Laços de Família. Realmente, famílias
bem enlaçadas!
Mas a expansão da fronteira teria ficado pela metade se
tivesse parado à altura do Camaquã. Cumpria seguir
em frente, com garra, até ultrapassar a barra do Rio Grande.
Então, do Camaquã para o sul começa um novo
capítulo da saga continentina - já não mais
a cargo das descendentes de Lucrécia mas, sim, das de sua
irmã Beatriz. Uma neta de Beatriz, Ana Rodrigues de Sene,
casa com Antônio de Souza Mattos e vai se estabelecer na
Estância da Armada, no rumo da capela de Nossa Senhora da
Conceição de Canguçu. E o pioneirismo continuará
com o clã de Teófilo de Souza Mattos, verdadeiro
multiplicador de estâncias. A partir desse momento, o "Continente"
vai deixando de ser uma terra-de-ninguém e dentro em breve
estará integrando, sem discussões, o Império
do Brasil. O povoamento já ultrapassa a barra do Rio Grande
e tenta chegar à margem do rio Jaguarão, mas aí
se reabrem as discussões. De armas na mão, é
levantada a Guarda do Cerrito. Ali nasce e cresce um trineto de
Beatriz, Carlos Barbosa Gonçalves, que, após ter
se formado na Escola de Medicina da Corte (Rio de Janeiro) e ter
feito estágio hospitalar na França, dá o
recado para o resto da parentalha: é chegada a hora de
VOLTAR para Porto Alegre!
Ele próprio dá o exemplo e volta, na condição
de presidente do Estado, e deixará sua lembrança
em obras notáveis tais como a construção
do Palácio do Governo e o erguimento da grande estátua
de Júlio de Castilhos. Sim, que belo retorno!
Enquanto isso, o povoamento já vai se estendendo no rumo
de San Gabriel de Batovi. No novo arraial, São Gabriel,
nasce um tetraneto de Beatriz, que um dia proclamará: é
chegada a hora de OLHAR para o Rio de Janeiro! Ele próprio
dá o exemplo e, em 1910, lá está chegando
para receber a faixa de oitavo Presidente da República:
Marechal Hermes da Fonseca. Caminhos de glória iluminados
pelos corajosos espíritos de Lucrécia e Beatriz.
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