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Impasse na Urcamp persiste

A última Assembléia dos Professores da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), realizada no dia 26 do mês passado, em Bagé, foi histórica. Pela primeira vez, reuniu um número tão expressivo: 38 participantes, que avaliaram a última proposta (veja quadro abaixo) feita pela instituição de ensino quanto ao pagamento dos salários atrasados desde março.

Os professores consideraram insuficientes os percentuais compensatórios oferecidos e resolveram não aceitálos; também decidiram ratificar a negociação coletiva desenvolvida pelo Sinpro/RS em nome dos docentes com a reitoria da Urcamp; rejeitar qualquer solução com base em acordos individualizados; apresentar como contraproposta os percentuais já estabelecidos na Convenção Coletiva firmada entre Sinpro/RS e Sinepe; e reivindicar um calendário de pagamento dos salários vencidos com o efetivo compromisso do seu cumprimento.

Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/ RS, informa que o sindicato ajuizou uma ação coletiva contra a Universidade em função dos atrasos de pagamentos nos campi de Dom Pedrito, Bagé e Caçapava do Sul, uma vez que os prazos negociados para solução dos problemas nãoforam cumpridos pela Urcamp. “O Sinpro/RS continua aberto à continuidade das negociações, com vistas à solução do problema”, enfatiza Fuhr.

O desgosto dos professores aumentou depois de mais uma expectativa frustrada. Em março último, o reitor Morvan Ferrugem anunciou que aquele mês seria encerrado com a folha de pagamento em dia e sem dívida bancária. Uma matéria publicada no jornal Minuano, de Bagé, no dia 20 de março de 1999, informou que, para tal feito, a Urcamp precisou “traçar metas de crescimento e busca de qualidade, o que implicou a extinção de cargos, fusão de setores e redução de currículos demasiadamente exten sos, para adequar o ensino de 3º grau à realidade dos alunos”. Trocando em miúdos: 124 professores e funcionários demitidos e licenciamento de outros 37.

No dia 8 de abril, em reunião com a diretoria do sindicato, o reitor voltou a afirmar o saneamento e a garantia de que o salário de abril - na pior das hipóteses o de maio - já seria pago no prazo legal estabelecido pelo Dissídio Coletivo. Segundo informações extra- oficiais, a Urcamp realizou o pagamento dos salários de março e abril no dia 01 de julho e o de maio no dia 02. A previsão é que os vencimentos de junho sejam pagos até 10 de julho.

Proposta da Urcamp em 11 de junho de 1999

1. Para pagamento dos salários atrasados:

- mês de março: com multa de 5%, em recibo próprio;
- mês de abril: com multa de 4%, em recibo próprio;
- mês de maio: com multa de 3%, em recibo próprio;
- mês de junho: com multa de 2%, em recibo próprio.

2. Para reajuste dos salários:

- 1% a partir de 1º de julho de 1999, cumulativo com os reajustes verificados em janeiro e março do mesmo ano, para todos os professores de 1º, 2º e 3º graus, incidente sobre o valor da hora/aula vigente, não sendo aplicável aos membros da categoria que recebam salários aferidos de outro modo (cargos de comissão, funções gratificadas, salários fixos etc.).

 

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