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Conversas
com Noam Chomsky
César
Fraga
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O
intelectual norte-americano faz severas críticas
à política externa de seu país
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Quem não
esteve no Fórum Social Mundial ou esteve e não conseguiu
vencer o acotovelamento para assistir a palestra de Noam Chomsky
não se desespere. Todas as recentes entrevistas do renomado
escritor e professor de lingüística no Massachussets
Institute of Tecnology (MIT), nos EUA, e severo crítico
das políticas norte-americanas para o mundo estão
disponíveis no livro 11 de Setembro (Bertrand do Brasil).
São questionamentos feitos por diversos jornalistas do
mundo inteiro a partir dos episódios ocorridos em 11 de
setembro do ano passado, quando as torres gêmeas do World
Trade Center, em Nova Iorque, foram derrubadas. São 141
páginas de perguntas respondidas por Chomsky durante o
mês, em que se seguiram aos atentados. Veja um alguns extratos
do livro:
Durante
os últimos séculos, os Estados Unidos exterminaram
as populações indígenas (milhões de
pessoas), conquistaram a metade do México (na verdade territórios
indígenas mas isso já é outra questão),
intervieram com violência nas regiões vizinhas, conquistaram
o Havaí e as Filipinas (matando centenas de milhares de
filipinos) e, nos últimos cinqüenta anos, particularmente
valeram-se da força para impor-se à boa parte do
mundo. O número de vítimas é colossal. Pela
primeira vez as armas voltaram-se contra nós.
Os atentados terroristas, por sua atrocidade, são
um presente para os mais inflexíveis e repressores elementos
de todas as facções e, com certeza, serão
explorados - de fato já o foram - para acelerar o cronograma
de militarização, arregimentação e
revisão dos programas sociais democráticos, além
de favorecer a transferência de riqueza para segmentos restritos
e solapar a democracia em todas as suas formas relevantes.
Leia também:
- A
tirania das marcas
- Outros títulos
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