Rei morto,
rei posto
Crescer.
Esta é a palavra-chave da política econômica
do presidente Luís Inácio Lula da Silva. É
questão de honra para o novo governo retomar a curva
ascendente da economia. Durante a era Fernando Henrique Cardoso,
o país cresceu míseros 2% ao ano. Em 2006, Lula
pretende encerrar o mandato que acaba de ganhar nas urnas com
um índice de 5% ao ano. Esta é a meta principal.
Vamos mudar a economia do regime de baixo crescimento para o
de crescimento sustentado, afirma o professor Antônio
Prado, da PUC/SP, coordenador executivo do programa econômico
de Lula na campanha eleitoral.
Paulo César Teixeira
ão será uma tarefa fácil. O novo presidente
tomará posse diante de um cenário sombrio, tanto
no plano interno, com uma recessão em marcha, como no
exterior, onde a desaceleração do consumo e dos
investimentos atinge Estados Unidos, Japão e os países
europeus. Lula herdará um pesado legado de FHC.
Por esta razão, a cautela é necessária
no primeiro ano de governo, adverte o professor Jorge
Mattoso, da Unicamp, licenciado para ocupar o cargo de Secretário
de Relações Internacionais da prefeita Marta Suplicy,
de São Paulo. Em 2003, Lula adotará uma política
de transição, mantendo alguns itens básicos
da macroeconomia de FHC, como o regime de câmbio flutuante,
as metas inflacionárias e o superávit primário,
necessário para reduzir a relação entre
dívida pública líquida e PIB.
A idéia é introduzir, de forma gradual, alterações
substanciais na economia, durante o período de transição.
Uma das prioridades da equipe econômica de Lula é
elevar o saldo da balança comercial, que hoje é
de cerca de US$ 10 bilhões. Lula pretende dobrar a cifra
já em 2004. Para isso, será criada a Secretaria
de Comércio Exterior, diretamente vinculada à
Presidência da República. A ela caberá o
papel de articular as ações de cinco ministérios
Fazenda, Planejamento, Agricultura, Desenvolvimento e
Relações Exteriores. Além de aumentar as
exportações, o novo governo adotará uma
política agressiva de substituição de importações.
Lula quer estancar a sangria de dólares na balança
comercial, produzida por setores como eletro eletrônico,
químico e farmacêutico, além de máquinas
e petróleo. Apenas o segmento eletroeletrônico
é responsável por um rombo de US$ 9 bilhões/ano
com a aquisição de equipamentos.
Continua:
- Juros:diminuir
para crescer
- Contas externa
não assusta Lula. Até que ponto?
- Dívidas,
dívidas, dívidas...
- Para reverter
o quadro da educação no Brasil
- Novo governo
quer ir além dos avanços de FHC
- Promessas para
universidades
- Governo deve
articular o setor produtivo