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Sustentação relativa

Quem vaia apagar a luz?

Acabou o monólogo neoliberal

Quadro é alarmante até para empresários

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Anthony Garotinho: Modelo falido

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Roberto Freire*

Não existe no país nenhuma crise de governabilidade. Fernando Henrique Cardoso ainda tem uma base relativa de sustentação, ainda que muito contraditória e problemática, tendo em vista o jogo de interesses que a cerca. É verdade, o governo vem se caracterizando por desacertos de todo tipo e isso o fragiliza. A própria antecipação do debate da sucessão presidencial três anos antes do pleito demonstra esta realidade.

Mas quem pretende construir um projeto novo de nação não pode ficar apostando na crise. O presidencialismo é uma instituição forte e se FHC quiser há algumas saídas limitadas dentro do seu modelo. O próprio programa apelidado de Avança Brasil é uma tentativa de corrigir alguns rumos, embora tende a se tornar uma peça apenas virtual de governo em função do esgotamento da capacidade financeira do Estado. A oposição precisa ter propostas e projeto político, independentemente do desempenho das forças que hoje estão no poder. E, nesse sentido, palavras de ordem como Fora FHC, além de golpistas, são vazias de conteúdo programático.

Também é golpismo a solução do parlamentarismo para enfrentar uma hipotética desmontagem do governo FHC, hoje paradoxalmente admitida por alguns presidencialistas empedernidos, à esquerda e à direita.

Ciro Gomes, do PPS, desde as eleições do ano passado aponta para um projeto alternativo. No plano político, ele é muito claro: não há saídas para transformar o Brasil fora dos marcos de um bloco de centro-esquerda. Tal caminho implica desconsiderar a estratégia da Frente Popular, por entendê-la estreita, excludente e, portanto, isolacionista.

Em relação à retomada do desenvolvimento, o candidato do PPS defende como passo inicial enfrentar a questão da dívida interna, que consome atualmente mais de 60% de todos os recursos arrecadados pela União. Um governo pressionado pela dívida não terá condições de patrocinar o desenvolvimento auto-sustentado e se contentará, no máximo, em adotar medidas de caráter emergencial.

*Roberto Freire é senador pelo PPS

 

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