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Com um
professor deve agir com um aluno soro-positivo?
César
Fraga
De
acordo com a assistente social e voluntária do Gapa, Maria Josefina
Becker, em primeiro lugar é preciso não discriminar o aluno, agindo
da mesma maneira como com os demais. “A única coisa que pode levar
um professor a ter atitudes discriminatórias é a falta de informação,
pois em princípio não há motivos para um estudante HIV positivo
ser tratado de forma diferente dos demais colegas”, afirma a voluntária.
Outra coisa importante, segundo ela, é o professor respeitar o
sigilo do aluno. “Ele é quem decide se quer dividir com os colegas,
ou não, a sua condição”. Para ela, quando o professor for buscar
informação a respeito perceberá que um soro- positivo não é nocivo
ao grupo e não oferece risco algum. “Um aluno portador de gripe
oferece mais riscos à turma do que um soro-positivo”, diz a assistente
social. Maria Josefina acrescenta que abraçar, dividir o lanche
e até mesmo beijar não transmite o vírus. Portanto, não há o que
temer. “Nada do que ocorre em sala de aula oferece perigo”, completa.
“Por outro
lado, é importante que os professores façam um trabalho educativo
no que se refere ao assunto, principalmente no que diz respeito
à prevenção por meio de práticas que devem ser incorporadas aos
hábitos dos alunos com a mesma naturalidade com que se escova
os dentes”. Ela se refere ao uso de preservativo em relações sexuais
e o não compartilhamento de seringas pelos usuários de drogas
injetáveis.
Professores
que desejarem esclarecer maiores dúvidas sobre o assunto podem
ligar para a sede do Gapa 0 (xx) 51 221 6363.
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