Ano 9 - nº 80
Abril 2004



Luis Fernando Verissimo:
O pintor Glauco Rodrigues era de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, perto do Uruguai. Morava no Rio desde 1948, com um intervalo de três anos em Roma a partir de 62. De vez em quando, voltava a pintar as tranqüilas paisagens da fronteira gaúcha e...



Nei Lisboa:
Êpa. Ó xênte. Ação. “Ah!” Agora sim. Não estava encontrando os acentos e as aspas. Troquei minha velha carroça por um computador que parecia só escrever em inglês, sem citações. Pelo jeito, faltava era configurar o cérebro. Finalmente adentro o mundo dos cês-cedilhas feitos com apenas um toque no teclado. Bacana. Resta convencer os...



Elisa Lucinda:

São jovens senhores e senhoras
se despedindo dos agoras
desembarcam da vida
antes que se cumpra o destino
antes de escrito o percurso
sem giletes, sem tiros,
sem cortar os pulsos
sem se jogar dos edifícios
sem abrir o gás
dão pra trás na lida
focados no passado e suas dores
no pretérito de suas frustrações





Golpe ou revolução?
Quero parabenizar-lhes pela oportuna matéria sobre a derrubada de João Goulart, que no mês de março completou 40 anos. Este fato é tão instingante, que seria ótimo se, ao longo dos meses, outras matérias abordassem esse tema. Afinal, derrubou-se um presidente democraticamente eleito, o que deu início aos 21 anos de Ditadura Militar, período do obscurantismo, da violência, da tortura, da morte de inúmeros brasileiros que discordavam de tal regime. Eu apenas faria um reparo ao título. Na verdade não foi uma ‘revolução’, mas um ‘golpe’- é sempre preferível uma democracia, mesmo com suas limitações, a uma ditadura. Para salvar o país do perigo do comunismo, os golpistas escolheram um outro sistema, o que utilizou as mesmas práticas da ex-União Soviética. Essa desigualdade existente, hoje, em meu país, é fruto do próprio capitalismo, um sistema bom para criar riqueza, mas péssimo para distribuí-la.
Osvaldo Biz, professor, Porto Alegre.

1964
Prezados Senhores, parabenizo-os pela excelente retrospectiva realizada a respeito do golpe de 1964, sem dúvida um dos marcos históricos na evolução do nosso sistema político. A busca de entendimento das situações ocorridas no passado enseja a construção de alternativas mais duradouras sob o prisma da democracia. Se é verdade que a história de um país sempre é conduzida pelo axioma dos ciclos de intervenção, o conhecimento do passado torna-se imprescindível para construção de sistemas políticos mais estabilizados e sustentáveis. Abraços.
Luis Yassufumi Kuamoto, servidor público, Porto Alegre.

Transdisciplinaridade
Gostaria muito de ver publicada no Jornal Extra Classe uma matéria sobre a Pedagogia Waldorf que, finalmente, começa a ser aplicada em uma pré-escola do Rio Grande do Sul, a Arco Íris, localizada no bairro Ipanema, em Porto Alegre. A pedagogia Waldorf, fundamentada na antroposofia, tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos: pensar, sentir e agir. O seu currículo diferenciado foi criado por Rudolf Steiner, filósofo austríaco, em 1919, em Stuttgart, Alemanha. Inclui diversas atividades artísticas, e as matérias são ensinadas de um modo dinâmico, não se restringindo apenas à teoria. As crianças aprendem a tocar instrumento musicais, têm aulas de arte com materiais reciclados e sucata, os brinquedos são artesanais e a alimentação é orgânica. Grande valor é dado ao desenvolvimento de capacidades sociais, como respeito pela natureza, tolerância e cooperação em grupo.

No Fórum Social Mundial, em 2003, Fritjof Capra indicou a Pedagogia Waldorf como modelo de educação transdisciplinar. Ela está presente em quase mil escolas, em mais de 50 países.

Creio que o Extra Classe, pela sua qualidade e alcance, é o veículo perfeito para aprofundar tal assunto.
Um grande abraço,
Eduardo Tavares, fotógrafo, Porto Alegre



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José Luis Fiori

Poder Global e nação: o debate conservador
Foi no início da década de 1970, e sob o signo da “crise da hegemonia americana”, que o economista Charles Kindelberg formulou a tese central da “teoria da estabilidade hegemônica”: “para que uma economia mundial liberal funcione de forma eficaz, é necessário que...





Do livro para o palco
A companhia teatral Etceteraetal... adaptou Que raio de professora sou eu? (Ed. Scipione, 96 páginas), livro da escritora e pedagoga Fanny Abramovich (detentora da marca de 1 milhão de livros vendidos e 40 publicações que se dividem entre a didática e a literatura infanto-juvenil).

Livros:
outros lançamentos






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