Ano 9 - nº 80
Abril 2004



Luis Fernando Verissimo:
O pintor Glauco Rodrigues era de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, perto do Uruguai. Morava no Rio desde 1948, com um intervalo de três anos em Roma a partir de 62. De vez em quando, voltava a pintar as tranqüilas paisagens da fronteira gaúcha e...



Nei Lisboa:
Êpa. Ó xênte. Ação. “Ah!” Agora sim. Não estava encontrando os acentos e as aspas. Troquei minha velha carroça por um computador que parecia só escrever em inglês, sem citações. Pelo jeito, faltava era configurar o cérebro. Finalmente adentro o mundo dos cês-cedilhas feitos com apenas um toque no teclado. Bacana. Resta convencer os...



Elisa Lucinda:

São jovens senhores e senhoras
se despedindo dos agoras
desembarcam da vida
antes que se cumpra o destino
antes de escrito o percurso
sem giletes, sem tiros,
sem cortar os pulsos
sem se jogar dos edifícios
sem abrir o gás
dão pra trás na lida
focados no passado e suas dores
no pretérito de suas frustrações





Em tempos bicudos como este em que vivemos, torna-se fundamental atentar para a ética das relações em todas as esferas. Não importa se o foco de nossa atenção é a fila do SUS ou as atitudes do séquito de assessores dos ministérios, dos ministros, do presidente da República. Seja onde for, toda e qualquer irregularidade ou indício de corrupção deve ser investigada. Nos altos escalões do poder, os atos individuais afetam o cotidiano de milhões de pessoas, na esfera da saúde pública afeta a vida de milhões de seres humanos. Vida no sentido mais primário, justamente por ser básico, fundamental à existência, sem vida não há dia-a-dia. Então, quando se corrompe as vias de acesso à saúde para privilegiar uns em detrimento de outros, utilizando estrutura pública para dar conta de interesse privado e pessoal, além de se ferir mortalmente as chances daqueles que necessitam de serviços gratuitos de saúde (a grande maioria dos brasileiros em todas as classes sociais, pois muitos tratamentos somente são disponibilizados pelo SUS) se nega indiretamente e criminosamente o direito à vida ou à saúde por interesses financeiros, pessoais e até mesmo corporativos. Nossa reportagem acompanhou a investigação que apura utilização da estrutura do SUS por médicos que as utilizariam em supostos atendimentos particulares.

Entrevistamos o candidato a candidato à presidência da Bolívia, Evo Morales, ao que tudo indica o novo queridinho da esquerda intenacional e sucessor do subcomandante Marcos e Lula na galeria de mitos modernos da antiglobalização. Também trazemos uma reportagem sobre o fenômeno do novo pobre, tipo recente a integrar a pós-moderna sociedade de castas brasileira. As estatísticas mostram que este personagem representa a ex-classe média pauperizada egressa das eras Collor e FHC. No mais, vide índice. Boa leitura.




 
José Luis Fiori

Poder Global e nação: o debate conservador
Foi no início da década de 1970, e sob o signo da “crise da hegemonia americana”, que o economista Charles Kindelberg formulou a tese central da “teoria da estabilidade hegemônica”: “para que uma economia mundial liberal funcione de forma eficaz, é necessário que...





Do livro para o palco
A companhia teatral Etceteraetal... adaptou Que raio de professora sou eu? (Ed. Scipione, 96 páginas), livro da escritora e pedagoga Fanny Abramovich (detentora da marca de 1 milhão de livros vendidos e 40 publicações que se dividem entre a didática e a literatura infanto-juvenil).

Livros:
outros lançamentos






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