Em tempos bicudos como este em que vivemos, torna-se fundamental
atentar para a ética das relações em todas
as esferas. Não importa se o foco de nossa atenção é a
fila do SUS ou as atitudes do séquito de assessores dos
ministérios, dos ministros, do presidente da República.
Seja onde for, toda e qualquer irregularidade ou indício
de corrupção deve ser investigada. Nos altos escalões
do poder, os atos individuais afetam o cotidiano de milhões
de pessoas, na esfera da saúde pública afeta a vida
de milhões de seres humanos. Vida no sentido mais primário,
justamente por ser básico, fundamental à existência,
sem vida não há dia-a-dia. Então, quando se
corrompe as vias de acesso à saúde para privilegiar
uns em detrimento de outros, utilizando estrutura pública
para dar conta de interesse privado e pessoal, além de se
ferir mortalmente as chances daqueles que necessitam de serviços
gratuitos de saúde (a grande maioria dos brasileiros em
todas as classes sociais, pois muitos tratamentos somente são
disponibilizados pelo SUS) se nega indiretamente e criminosamente
o direito à vida ou à saúde por interesses
financeiros, pessoais e até mesmo corporativos. Nossa reportagem
acompanhou a investigação que apura utilização
da estrutura do SUS por médicos que as utilizariam em supostos
atendimentos particulares.
Entrevistamos o candidato a candidato à presidência
da Bolívia, Evo Morales, ao que tudo indica o novo queridinho
da esquerda intenacional e sucessor do subcomandante Marcos e Lula
na galeria de mitos modernos da antiglobalização.
Também trazemos uma reportagem sobre o fenômeno do
novo pobre, tipo recente a integrar a pós-moderna sociedade
de castas brasileira. As estatísticas mostram que este personagem
representa a ex-classe média pauperizada egressa das eras
Collor e FHC. No mais, vide índice. Boa leitura.