Ano 9 - nº 80
Abril 2004



Luis Fernando Verissimo:
O pintor Glauco Rodrigues era de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, perto do Uruguai. Morava no Rio desde 1948, com um intervalo de três anos em Roma a partir de 62. De vez em quando, voltava a pintar as tranqüilas paisagens da fronteira gaúcha e...



Nei Lisboa:
Êpa. Ó xênte. Ação. “Ah!” Agora sim. Não estava encontrando os acentos e as aspas. Troquei minha velha carroça por um computador que parecia só escrever em inglês, sem citações. Pelo jeito, faltava era configurar o cérebro. Finalmente adentro o mundo dos cês-cedilhas feitos com apenas um toque no teclado. Bacana. Resta convencer os...



Elisa Lucinda:

São jovens senhores e senhoras
se despedindo dos agoras
desembarcam da vida
antes que se cumpra o destino
antes de escrito o percurso
sem giletes, sem tiros,
sem cortar os pulsos
sem se jogar dos edifícios
sem abrir o gás
dão pra trás na lida
focados no passado e suas dores
no pretérito de suas frustrações





ENSINO SUPERIOR

Estatização de vagas será definida por MP no início de abril

Da redação

O programa “Universidade para Todos”, que prevê vagas públicas em universidades privadas, será criado por Medida Provisória nos primeiros dias de abril. O documento já foi encaminhado para a Casa Civil e deverá ser assinado no início de abril. Conforme informações do Ministério da Educação, o texto prevê que as instituições filantrópicas e não-filantrópicas de ensino superior privado que queiram aderir ao programa deverão oferecer uma vaga com bolsa integral a partir de cada quatro vagas convencionais, ou seja, de cada cinco vagas, uma seria parte do programa. Atualmente, as instituições de educação superior são obrigadas a aplicar esse percentual na forma de gratuidade”, sem maiores especificações em Lei sobre como essa gratuidade será oferecida (parcial ou integral). No caso de universidades privadas com fins lucrativos, que atualmente pagam todos os impostos, a medida vai oferecer isenção de pelo menos quatro tributos: PIS, Cofins, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). Conforme estudo do MEC, eles representam um impacto de 10%, em média, sobre o faturamento. As instituições não aderem automaticamente – como foi divulgado em alguns órgãos de imprensa; a participação só ocorrerá mediante assinatura de um termo de adesão com o Ministério da Educação.

Os dados do ministério apontam que 90% dos alunos matriculados na rede privada estão em filantrópicas ou instituições sem fins lucrativos. O programa “Universidade para Todos” prevê a “estatização” de vagas em entidades particulares (com e sem fins lucrativos) de ensino superior em troca de isenção fiscal. As vagas serão destinadas a estudantes carentes que cursaram o ensino médio em escolas públicas e professores do ensino fundamental sem diploma. Também podem atender a negros e índios. A idéia de conceder isenção de impostos referentes à cota patronal do INSS foi deixada de lado após orientação nesse sentido da própria Casa Civil. Com isso, o número de vagas iniciais a serem oferecidas deverá ser menor do que a prevista inicialmente. A estimativa é de que, das 100 mil, apenas 70 mil sejam efetivamente disponibilizadas. Outro critério citado na MP para adesão ao programa é que as instituições conveniadas não poderão ter desempenho insatisfatório no sistema de avaliação de qualidade de ensino.

INGRESSO – A forma de ingresso dos alunos nas vagas do programa será, preferencialmente, por meio da nota obtida no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), além disso, o aluno deve ser carente e ter feito o ensino médio em escola pública. Na prática, o MEC muda o esquema de contabilidade das filantrópicas, sob a alegação de que muitas recebiam o benefício em troca da gratuidade, mas que na verdade não ofereciam corretamente a contrapartida à sociedade.




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José Luis Fiori

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Foi no início da década de 1970, e sob o signo da “crise da hegemonia americana”, que o economista Charles Kindelberg formulou a tese central da “teoria da estabilidade hegemônica”: “para que uma economia mundial liberal funcione de forma eficaz, é necessário que...





Do livro para o palco
A companhia teatral Etceteraetal... adaptou Que raio de professora sou eu? (Ed. Scipione, 96 páginas), livro da escritora e pedagoga Fanny Abramovich (detentora da marca de 1 milhão de livros vendidos e 40 publicações que se dividem entre a didática e a literatura infanto-juvenil).

Livros:
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