Ano 9 - nº 80
Abril 2004



Luis Fernando Verissimo:
O pintor Glauco Rodrigues era de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, perto do Uruguai. Morava no Rio desde 1948, com um intervalo de três anos em Roma a partir de 62. De vez em quando, voltava a pintar as tranqüilas paisagens da fronteira gaúcha e...



Nei Lisboa:
Êpa. Ó xênte. Ação. “Ah!” Agora sim. Não estava encontrando os acentos e as aspas. Troquei minha velha carroça por um computador que parecia só escrever em inglês, sem citações. Pelo jeito, faltava era configurar o cérebro. Finalmente adentro o mundo dos cês-cedilhas feitos com apenas um toque no teclado. Bacana. Resta convencer os...



Elisa Lucinda:

São jovens senhores e senhoras
se despedindo dos agoras
desembarcam da vida
antes que se cumpra o destino
antes de escrito o percurso
sem giletes, sem tiros,
sem cortar os pulsos
sem se jogar dos edifícios
sem abrir o gás
dão pra trás na lida
focados no passado e suas dores
no pretérito de suas frustrações





Colarinho Branco

Deu no Financial Times, de Nova Iorque, que o Citigroup, dos Estados Unidos, pode possuir uma participação acionária não revelada que lhe permitiria contar com uma parcela de controle sobre a Brasil Telecom por meio do Citicorp Venture Capital (CVC), um empresa de fundos de investimentos de longo prazo, representada no Brasil pela Opportunity. A partir dessa notícia, procuradores do Ministério Público Federal pediram à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar a cadeia societária da Brasil Telecom, uma das três companhias telefônicas regionais que atuam no país, a fim de determinar se os administradores dessas empresas e membros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) cometeram crimes do colarinho branco. No mês passado, a Telecom Italia, uma grande investidora na Brasil Telecom, cortou relações com o Citigroup devido a uma briga pelo controle da companhia. Um alto funcionário do Ministério Público disse ao Financial Times que uma comissão investigará se foram cometidos crimes segundo o Artigo 321 do Código Penal brasileiro, que proíbe o uso de órgãos públicos para benefício pessoal, e o Artigo 299, que veda a omissão de informações ou a inclusão de informações falsas em documentos. O presidente da CVM já renunciou ao cargo neste mês, após ter sido noticiado que ele se envolveu no passado, como acionista e diretor de companhias, na estrutura acionária da Brasil Telecom. Ele e outros funcionários da CVM trabalharam no passado como advogados para a Opportunity (CF).



Greve do magistério I

Pela 13ª vez, em 25 anos, o magistério público estadual paralisa suas atividades por melhores salários e condições de trabalho. Desde o último dia 29 de março, professores e funcionários das escolas da rede estadual de ensino entraram em greve por tempo indeterminado. A votação em favor da greve aconteceu em assembléia geral no dia 26 de março quando, a maioria absoluta dos 15 mil educadores, aprovou a mobilização num Gigantinho lotado. Neste mesmo dia, professores e funcionários de escola seguiram em marcha até o Palácio Piratini. Uma comissão de grevistas foi recebida pela secretário da educação, José Fortunati ções.

Fortunati disse que a crise impede que o governo apresente propostas e que, se os professores não aceitarem isso, a greve vai ser longa. (KB).


Greve do magistério II

Ao data do lançamento do novo partido de extrema esquerda, ainda sem nome definido, encabeçado por Luciana Genro, Heloísa Helena, João fontes e Babá, foi escolhida estrategicamente para coincidir com a deflagração da greve do magistério estadual. A vinculação entre um fato e outro é inevitável por ser público e notório que boa parte da base de apoio da deputada federal Luciana Genro está justamente no magistério público e em quadros do próprio Cpers/RS. Inclusive um grande número de simpatizantes do novo partido presentes ao lançamento rumaram para a cerimônia no Colégio Rosário, diretamente dos protestos em frente ao Piratini. É sempre preocupante que uma causa legítima, como é a dos professores estaduais possa ser utilizada com objetivos partidários. Espera-se que não (CF).



 
José Luis Fiori

Poder Global e nação: o debate conservador
Foi no início da década de 1970, e sob o signo da “crise da hegemonia americana”, que o economista Charles Kindelberg formulou a tese central da “teoria da estabilidade hegemônica”: “para que uma economia mundial liberal funcione de forma eficaz, é necessário que...





Do livro para o palco
A companhia teatral Etceteraetal... adaptou Que raio de professora sou eu? (Ed. Scipione, 96 páginas), livro da escritora e pedagoga Fanny Abramovich (detentora da marca de 1 milhão de livros vendidos e 40 publicações que se dividem entre a didática e a literatura infanto-juvenil).

Livros:
outros lançamentos






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