Classificação
etária


o
final das contas, o governo acabou cedendo à pressão
das emissoras na emissão da portaria de classificação
indicativa de faixa etária para a programação.
Só se espera que isso não comprometa a eficácia
do sistema. O Ministério da Justiça desistiu da análise
prévia, que fazia pela leitura de sinopses ou pela observação
de programas, o que era interpretado como censura prévia.
Além disso, foi instituída autoclassificação,
que dá liberdade às TVs de fazerem elas mesmas a
sua própria classificação, porém, se
governo discordar, pode alterá-la. O maior avanço
foi a manutenção da vinculação de faixa
etária a horários. Dessa forma, programas impróprios
para menores de 14 anos continuarão sendo inadequados para
antes das 21h. As emissoras poderão exibi-los às
20h, mas estarão sujeitas à ação do
Ministério Público. A única derrota das emissoras
foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando o órgão
arquivou ação que questionava a constitucionalidade
da vinculação de horário prevista na Portaria
796/ 2000. A nova portaria incorporou essa decisão e repete
a vinculação de horário já prevista
no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ou seja,
as tevês agora terão que questionar uma lei que está em
vigor há 17 anos, e não mais uma portaria do governo.
Em artigo, Dalmo de Abreu Dallari, jurista e professor da Faculdade
de Direito da USP, explica o procedimento da Portaria 264. “O
que a Portaria fez foi exatamente dar cumprimento a esse dispositivo
constitucional, o que nada tem a ver com censura. Apesar disso,
obviamente dando prioridade aos seus interesses econômicos,
algumas empresas que exploram comercialmente a televisão
desencadearam uma feroz campanha contra o ato do governo federal,
usando uma argumentação distorcida para criar a impressão
de que a Portaria 264 introduzia a censura dos programas e por
isso seria inconstitucional”, esclarece.

Perigo
na rede
O site de relacionamentos MySpace, similar do Orkut (que é mais
famoso entre brasileiros), apagou o perfil de mais de 29 mil agressores
sexuais. A Justiça do país já sinaliza para
a exigência de autorização dos pais para menores
acessarem esse tipo de site. Notícia que circulou no final
de julho apontava que as autoridades americanas consideram a proliferação
destes casos assustadora, e acredita que existam muitos mais. Até o
momento, os perfis deletados da rede representam apenas os pertencentes
a usuários registrados com os nomes verdadeiros e já identificados
pela polícia. Não há dados sobre pseudônimos
e apelidos, muito comuns na internet e que garantem relativo anonimato.
Redes como MySpace e Orkut são utilizadas basicamente por
jovens. A idade mínima para poder se registrar no site atualmente é 14
anos.
Cidadania para
crianças
O Projeto MudaMundo está sendo levado a 30 cidades do Rio
Grande do Sul, com o apoio da Secretaria Estadual de Educação
e o patrocínio da Visa e da Refinaria Alberto Pasqualini – Refap
S/A, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei
Rouanet. Além da distribuição de livros, o
projeto envolve a realização de uma oficina de sensibilização
com os professores e a apresentação de uma peça
de teatro infantil. Trata-se de um espetáculo do grupo Cuidado
Que Mancha, com esquetes baseados nas estórias dos quatro
livros. Em cena, os atores utilizam bonecos e costuram as estórias
com trilha musical inédita. A primeira etapa, realizada
entre 27 de março e 23 de maio de 2007, contou com o patrocínio
da Visa e compreendeu 11 cidades: Santo Ângelo, Santa Rosa,
São Luiz Gonzaga, São Borja, Rio Grande, Pelotas,
Uruguaiana, Santana do Livramento, Bagé, Passo Fundo e Santa
Maria. Outras cidades gaúchas estarão conhecendo
o projeto nos próximos meses.
Ensino
privado na Bolsa
Matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo, no dia
30 de julho, diz que as
universidades particulares estão buscando sócios
no exterior, associando-se a fundos de investimento ou abrindo
capital. Assim como frigoríficos, produtores de etanol,
construtoras e shopping centers, setores estreantes na Bovespa,
essas universidades também querem captar recursos na bolsa
para financiar seus planos de expansão. Em busca de capital
, três corporações do setor de ensino – a
Estácio de Sá, a Anhangüera Educacional e a
Rede Pitágoras – captaram cerca de R$ 1,2 bilhão
nos últimos meses, por meio do lançamento de títulos,
participação acionária de bancos de investimento
e aportes de fundos que preparam as empresas para o crescimento.
A rede COC, de Ribeirão Preto já ajustou seu estatuto às
regras da Bovespa. Recentemente, a Faculdade Jorge Amado, em Salvador,
vendeu 60% de seu capital a um grupo de investidores americanos.
Dois grandes fundos, um deles dirigido pelo ex-presidente do Banco
Central Armínio Fraga, compraram 30% de uma faculdade de
Fortaleza. Parece que a moda está pegando.
CPI
das ONGs, o retorno
A Operação Águas Profundas, que revelou um
esquema de fraudes em licitações da Petrobras acabou
ressuscitando a CPI das ONGs, que estava engavetada. O senador
Heráclito Fortes (Democratas-PI), responsável por
colher as assinaturas para as investigações, garante
que ela sairá do papel na primeira quinzena de agosto, após
o recesso parlamentar. A comissão, que conta com o apoio
de 76 dos 81 senadores, foi criada no início do ano com
o objetivo de investigar as transferências de recursos públicos
e do exterior às ONGs e às organizações
da sociedade civil de interesse público (Oscips) no período
de 2003 a 2006. A PF encontrou ligação entre as fraudes
da Petrobras com uma rede de ONGs. Estas últimas são
suspeitas de serem utilizadas para justificar saída de dinheiro
de caixa do governo do Rio de Janeiro entre 2003 e 2006, na administração
Rosinha Matheus.