Ano 12 - nº 116
AGOSTO de 2007



Luis Fernando Verissimo
Uma tragédia esperando para acontecer. O mesmo pensamento deve ter passado pela cabeça de todos que pousavam ou decolavam no aeroporto de Congonhas. A extensão da tragédia dependia da imaginação de cada um.



Elisa Lucinda
De braços abertos pensando em você
meu gesto é a construção do abraço,
o abraço é a poesia do gesto.
Faço uma linha de horizonte no céu
enquanto meu morro te envolve.




Fraga

O poliglota, além da língua materna, era fluente em mais 16. Arranhava outras 5, machucava 2 e massacrava 3. E ainda se saía bem em 9 dialetos e se dava mal em 4.



Marco Aurélio Weissheimer

Há um caldo de cultura perigoso formando-se no ambiente político brasileiro. A crise aérea e a tragédia de Congonhas atingiram em cheio o governo Lula, que não vem conseguindo resolver os graves problemas que se materializaram nos aeroportos brasileiros.





Humor inconseqüente

Cecília Farias*

sociedade brasileira vive um momento especial de sua história com a possibilidade da implementação de programas educacionais do governo federal, que tentam reduzir os grandes prejuízos sofridos pela população que tem o direito subjetivo a uma educação de qualidade.

Afinal é consenso que os conhecidos problemas sociais, como a falta de opções para os mais pobres, a impossibilidade de ascender na vida, a dificuldade de construir cidadania e a extrema violência a que assistimos têm na falta de projetos educacionais efetivos sua principal motivação.

O sucesso desses programas depende, além da vontade política dos governantes, de profissionais que operacionalizem essas intenções. Dentre eles, precisamos de professores valorizados, motivados e que assumam integralmente este grande desafio.

Na contramão desse necessário esforço nacional, no último dia 11, no programa Casseta & Planeta, da TV Globo, assistimos a um quadro lastimável de ataque à imagem dos professores e, em especial, das professoras.

Nele uma conhecida atriz “global” interpreta uma professora que entra em uma sala de aula com roupas e ar sedutores e afirma que realizaria “programas sexuais”, inclusive com alunos, como forma de complementar seu baixo salário. Mais do que isso, a seqüência das cenas deixa subentendido o envolvimento com um aluno.

A representação caricata e desrespeitosa das professoras, apresentada pelo quadro do programa global, é um fato grave, uma brincadeira irresponsável que está a serviço da desvalorização social dos docentes.

Uma rede de tal alcance deveria ter o cuidado de não ferir a honra e a dignidade de professores e professoras, que tomam em suas mãos, com responsabilidade, a tarefa de fazer a educação em nosso país. Deveria ter o compromisso social de abrir espaço para programas educativos e, como de resto toda a população brasileira, participar do grande desafio nacional em prol da valorização das instituições educacionais, dos professores, e daqueles que acreditam ser a educação o meio capaz de transformar a nossa sociedade.

* Professora (Uniriter e Bom Conselho) e diretora do Sinpro/RS


Foto: René Cabrales
Programa ainda é veiculado no site da Globo


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Lançamentos
Memória, Adolescente; Família; Alfabetização I e II; Comunicação; Educação.





Classificação etária
No final das contas, o governo acabou cedendo à pressão das emissoras na emissão da portaria de classificação indicativa de faixa etária para a programação.



Perigo na rede
O site de relacionamentos MySpace, similar do Orkut (que é mais famoso entre brasileiros), apagou o perfil de mais de 29 mil agressores sexuais.



Ensino privado na Bolsa
Matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo, no dia 30 de julho, diz que as universidades particulares estão buscando sócios no exterior, associando-se a fundos de investimento ou abrindo capital.


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