Ano 8 - nº 78
Dezembro 2003



Luis Fernando Verissimo:
A invasão do Iraque foi uma aventura irresponsável de um presidente mentiroso que só aumentou o perigo do terrorismo e em que só vão ganhar os empresários amigos do governo presenteados com contratos milionários para tentar recuperar um país que, cada vez mais, se parece com o atoladouro do Vietnã.



Nei Lisboa:
Teatro lotado até às galerias. Pano fechado, rumores na platéia. Um porta-voz se aproxima do microfone instalado às pressas no proscênio e pede desculpas pelo atraso de trinta minutos.
– Um pequeno imprevisto com a orquestra. Tivemos de suprimir os metais, em função do contingenciamento. Os arranjos já foram...




Elisa Lucinda:

Andarilha de ar e terra viajo muito nesse mundão pelas poderosas mãos do verso, da palavra e do palco. E aprecio os lugares como se fossem pessoas, ocorrem-me numa inscrição afetiva que se aninha logo no departamento da amizade. De todos os lugares quando me distancio digo lá. Mas de POA não. De POA falo aqui. Esteja eu onde estiver.





Fiquei muito triste ao ler o Extra Classe e encontrar referências ao crime que meu pai cometeu em 1970. Tenho 25 anos, estudo Jornalismo e sou formada em Pedagogia. Meu pai tem sete filhos, cinco filhas todas universitárias, dois fazem Direito, uma Administração e a outra Fonoaudiologia e Enfermagem. O histórico da familia é este e creio que meu pai, hoje, já avô, não necessita ser exposto assim novamente. Ele já pagou perante a justiça por tudo o que fez. Nós (filhos) já lhe perdoamos. Ele é um pai maravilhoso e é muito difícil ler a respeito do que já passou. Peço, por favor, que não publiquem mais nada a respeito, pois para mim é muito doloroso rever o que já foi dado como encerrado pela justiça. Meu pai já pagou tudo o que devia à justiça, agora só resta a Deus perdoar-lhe, creio que Deus já lhe perdoou ao dar-lhe uma nova família. Obrigada.
Marília Souto Maia, Salvador BA

Resposta
Entendemos perfeitamente o drama trágico vivido por sua família e ficamos contentes em saber que seu pai conseguiu superar o passado e reconstruir sua vida. Porém, infelizmente os crimes citados na referida matéria, EC 68, de dezembro de 2002, fazem parte da história. O jornalismo não tem o direito de omitir os fatos e nosso objetivo é apenas jogar alguma luz sobre questões referentes ao comportamento humano e tentar contribuir com informação para que tais episódios possam ser evitados, quem sabe. Não é nossa função julgar, mas reportar eventos para que cada um de nós possa melhor eleger valores, ações e escolhas.
Os editores



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José Luis Fiori

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Ao lado dos Estados Unidos, o Brasil e os demais países latino-americanos foram os primeiros estados a nascer fora da Europa. Mas na hora da sua independência, nenhum deles dispunha de verdadeiras estruturas políticas e econômicas nacionais. Nem tinham ou estabeleceram relações entre si, que permitissem falar na...





Polêmicas à parte
“Espero que o polemista que sou e gosto de ser não atrapalhe minhas novelas. Uma coisa é fazer jornalismo ou crônica cultural; outra é fazer ficção. Meus personagens nada têm a ver com minhas brigas e posturas intelectuais”. É com este sentimento que Juremir Machado da Silva lança simultaneamente três novelas reunidas em uma...

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