Ano 12 - nº 120
DEZEMBRO de 2007



Luis Fernando Verissimo
Há tempos li uma boa comparação: a China é como a internet. Todo o mundo sabe que uma coisa daquele tamanho, com tanto público, tem que ser um sucesso comercial e dar lucro. Mas ninguém ainda sabe exatamente como.



Elisa Lucinda
Meu amor,
todo criador
tem seu silêncio,
seu tempo de degredo,
que é sua hora de segredo.
Todo criador redunde Deus e aí vira mistério.




Fraga

"A aparência é tudo.” Podia ser um dístico na lojinha do homem que consertava palavras rotas e descosidas, mas nem placa havia.



Marco Aurélio Weissheimer

Quando Yeda Crusius (PSDB) assumiu o cargo de governadora do Estado no dia 1° de janeiro de 2007, em uma cerimônia realizada no Palácio Piratini, ocorreu uma pequena gafe com a bandeira do Rio Grande do Sul, sem maiores repercussões.





Sensibilidade, ensino e aprendizagem
Juliene Prieb Burkt*

uitas perguntas aparecem para nós, professores, no momento de organizar e planejar o trabalho pedagógico. Nos questionamos para que serve e qual é o papel social da escola, o que fazer para que as crianças aprendam mais e melhor. E às crianças certamente ocorrem dúvidas sobre como é a escola, o que acontece lá dentro, o que podemos e o que não podemos fazer, como vamos aprender.

Ao pensarmos no trabalho pedagógico do início do Ensino Fundamental de nove anos, consideramos que, a cada ano, recomeçamos nossa ação educativa com novas crianças, portanto, com seres em constantes mudanças, sujeitos vivos e pulsantes. Daí a necessidade de contínuo estudo, atualização e revisão das nossas práticas pedagógicas.

Sabemos que o modo como nós, educadores, organizamos o trabalho pedagógico está ligado ao sentido que damos à escola, à sua função social, às maneiras como entendemos e valorizamos a criança, também aos sentidos que dermos à infância e aos processos de ensino e aprendizagem. Em síntese, dependem também da nossa concepção de educação, formação profissional e história de vida.

Na escola e na vida, encontramos múltiplos sujeitos, modos de viver, pensar e ser. Mas encontramos também aqueles que nos identificam como seres humanos, pertencentes a um período histórico. Somos sujeitos sociais, criamos vínculos e sentimentos, construímos história e histórias, culturas que nos enraízam, nos envolvem e nos identificam. E nós sabemos bem disso, porque convivemos com crianças e adolescentes que trazem experiências vividas, muitas vezes, dramáticas.

Às vezes, nos preocupamos somente com os conteúdos e não paramos para conhecer os nossos alunos, para ouvir os conteúdos tão significativos de suas vidas. Aprendizagem envolve sensibilidade e mudança. Caso não consigamos desenvolver relações de confiança e afeto com os alunos, dificilmente construiremos uma relação de ensino e aprendizagem. A escola deve ser um lugar de encontro, de partilha de conhecimentos, de idéias, de sentimentos, de crenças e conflitos, uma vez que acolhe pessoas com pensamentos, valores e saberes diferentes.

É na tensão viva desse movimento que organizamos a principal função social da escola: ensinar e aprender com vocação.


* Professora de Séries Iniciais, Alfabetizadora do Colégio Maria
Auxiliadora (Canoas), Pós-Graduada em Psicomotricidade.

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