AMBIENTE Carta
de Foz do Iguaçu
cobra
mais políticas de saneamento
Por Cleber Dioni, de Foz do Iguaçu
romover
inclusão social e erradicação da pobreza
por meio do acesso universal à água potável
e saneamento básico e do uso produtivo
da água, dentro de um contexto de desenvolvimento
sustentável. Essa é uma das 11 propostas da
Carta de Foz do Iguaçu, que reúne as principais
questões que devem ser tratadas na gestão de recursos
hídricos. O documento foi elaborado por mais
de 250 autoridades de 37 países das Américas do
Norte, Central, Sul e do Caribe, reunidas entre os
dias 23 e 25 de novembro, no Fórum de Águas das
Américas, em Foz do Iguaçu, Paraná.
O Fórum, promovido pelo Consórcio Regional
das Américas (CRA) e Agência Nacional de Águas
(ANA), sintetizou as diretrizes que serão abordadas
no 5° Fórum Mundial da Água, previsto para
março do próximo ano em Istambul, na Turquia.
“O aspecto principal do Fórum foi ter formulado
uma agenda comum para os países do continente
em torno dos recursos hídricos, que depois serão
conectados a uma agenda comum global”, destacou
o austríaco Ger Bergkamp, diretor-geral do Conselho
Mundial da Água, no encerramento do evento.
Para o vice-presidente do Conselho Mundial de Águas
e dirigente da ANA, Benedito Braga, o
evento teve um componente a mais que
garantiu o seu sucesso, que foi a formulação de
uma carta consensual. “Os pontos levantados
como prioridade de gestão pública servem ao
Brasil, assim como aos outros países, como a necessidade
de limpeza dos rios, um dos maiores
desafios do nosso país”, afirmou Braga.
Entre as autoridades e gestores ligados aos
recursos hídricos, estavam o presidente do Conselho
Mundial da Água, Loic Fauchon; os ministros
de Meio Ambiente do Brasil, Carlos
Minc, e da Turquia, Veysel Eroglu; o diretorpresidente
da ANA, José Machado, a senadora
Marina Silva, presidente da Subcomissão de Águas
do Senado, os governadores do Paraná,
Roberto Requião, e da Bahia, Jacques Wagner.
Entre as diretrizes formuladas estão a necessidade
de incluir a gestão de recursos
hídricos no centro das políticas públicas,
em
função de sua transversalidade; de transferir
tecnologia e recursos em estratégias para enfrentar
a mudança do clima; observar o uso
múltiplo das águas de forma eficiente e racional,
regular a sustentabilidade hídrica; promover
acordos sobre gestão de aqüíferos e bacias
transfronteiriças; promover gestão descentralizada,
incluindo comunidades indígenas e tradicionais;
destinar atenção especial ao manejo
dos recursos aqüíferos das ilhas do Caribe; e
incrementar a conscientização ambiental.
A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente,
Marina Silva, destacou a responsabilidade
do Brasil em dar o exemplo na implementação
das políticas de recursos hídricos, por ser um
país detentor de “11% de toda água doce do
mundo, a maior floresta e que ainda preserva
60% de seu território com cobertura vegetal”.
ENEM
2008
No resultado do Enem (Exame Nacional
do Ensino Médio)
2008 divulgado pelo
Ministério da Educação dia 20
de novembro, as escolas particulares exibiram resultados
superiores
aos das escolas públicas. Enquanto os alunos
da rede privada alcançaram 56,12 pontos, os
estudantes da rede pública obtiveram média
de 37,27 – uma diferença de 18,85 pontos
(no Enem
de 2007, a distância entre as duas redes de
ensino foi de 20,4 pontos). Mesmo no Rio Grande do
Sul, que tem a melhor rede pública de Ensino
Médio de todo o país, segundo as avaliações
do
MEC, os estudantes gaúchos acertaram menos
de 50% da prova objetiva do Enem de 2008, que
propunha 63 questões de múltipla escolha.
A média nacional do Enem de 2008 foi de 41,69
pontos, ante 51,52 pontos em 2007, e é considerada
muita baixa pelos pedagogos. As notas
variam numa escala de 0 a 100, e os resultados por
escola e por município serão divulgados
somente a partir de 2009. (Grazieli Gotardo)
Sistema "S" amplia oferta
As instituições que compõem
o
Sistema “S” vão ampliar a
gratuidade e o número de vagas em
cursos técnicos de formação
inicial
e continuada destinados a alunos
e trabalhadores de baixa renda,
empregados ou desempregados,
em todo o país. O objetivo é qualificar
os alunos de acordo com a necessidade
e as demandas do mercado
de trabalho. Além da formação,
haverá ações educativas que
envolvam lazer, cultura e esporte a
serem desenvolvidas pelos Serviços
Sociais da Indústria (Sesi) e do Comércio
(Sesc). As mudanças incluem
todas as unidades de formação
profissional dos Serviços nacionais de
aprendizado industrial (Senai) e comercial
(Senac), além dos teatros,
ginásios, centros culturais e escolas
do Sesi e do Sesc em todos os estados
e no Distrito Federal — alcançando
cerca de 2,8 mil municípios.
A aplicação será gradual. (Grazieli
Gotardo)
Educação não é Mercadoria
A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência
e Tecnologia
da Assembléia Legislativa do RS encaminhou a criação de
um comitê estadual para lutar contra a mercantilização do
Ensino Superior,
em
audiência pública no dia 18 de novembro. O Sinpro/RS participou
do
debate por meio de representante da Direção Colegiada e alertou
que a
precarização das relações de trabalho, o descumprimento
de legislação e
a mercantilização da Educação são prejuízos
que advêm da aquisição
de instituições de Ensino Superior por parte de grupos empresariais.
Estavam também na audiência representantes do Ceed/RS, Contee,
Sinepe/RS e Comung. (Grazieli Gotardo)
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