Capa ampliada


Ano 17 - nº 160
DEZEMBRO DE 2011

COLUNISTAS

Luis Fernando Verissimo

Luis Fernando Verissimo (René Cabrales)Desconfio que ainda nos lembraremos destes anos como a época em que vivemos com o acompanhamento dos alarmes de carro.

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Elisa Lucinda

Elisa Lucinda Ai, as mulheres gordas tomadas banho... conheci algumas: Julieta, Maria Sobrinha, Neli, Nete e as que agora não me recordo mas amo.

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Fraga

Fraga (René Cabrales)Estamos em plena War. O campo de batalha é um vasto verde.

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Marco Aurélio Weissheimer

Marco Aurélio Weissheimer (René Cabrales)Escritor, jornalista e ativista político, o paquistanês Tariq Ali participou de duas das primeiras edições do Fórum Social Mundial em Porto Alegre.

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José Antônio Alonso

José Antônio Alonso (René Cabrales)Ao aproximar-se o final do ano, mobilizam-se os analistas de todos os tipos para verificar o desempenho da economia no período que termina e discutir as perspectivas para o próximo exercício.

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CULTURA

Histórias dos tempos do celulóide
Aos 73 anos de idade, José Camillo, projecionista e técnico cinematográfico, é um dos poucos remanescentes de uma época. Hoje, mantém um acervo de filmes e equipamentos raros.

Por César Fraga
Quem assistiu ao filme Cinema Paradiso (1988), de Giuseppe Tornatore, recordará a história do garoto Totó, que de tanto olhar o trabalho de Alfredo, um velho projecionista de cinema, aprendeu o ofício. Em Pelotas, nos anos 40, mesma época em que se passou a trama deste clássico contemporâneo, a ficção encontrou a realidade. Um menino de dez anos, chamado José Camillo, foi levado pelo dono do cinema, que era seu amigo, a aprender o ofício. Desde então, dedicou sua vida aos projetores de cinema e às películas.

Curiosamente, além da semelhança com a história do filme de Tornatore, também algumas situações são similares. Em Cinema Paradiso, as cenas de beijo eram cortadas. Por aqui, não era muito diferente, conta Camillo. “Eu projetava filmes em uma paróquia, com um padre muito conservador, que sempre assistia aos filmes antes que fossem exibidos aos fiéis. As cenas consideradas fortes eram encobertas por uma folha, que o padre colocava diante da lente. Nesses pontos, eu aplicava uma máscara de papel e as cenas de beijo não eram projetadas. Para as pessoas, era como se elas cenas não existissem!”, conta, divertindo-se com a própria história.

José Camilo, 73, uma vida dedicada ao cinema (Foto: César Fraga)
José Camilo, 73, uma vida dedicada ao cinema
Ele recebeu a reportagem do Extra Classe em sua residência, localizada no bairro Niterói, em Canoas. Lá ele acondiciona, em uma garagem nos fundos da casa, um verdadeiro museu particular. Diversos equipamentos raros, como filmadoras e projetores de 8mm e Super 8, 9,5mm, 16mm e 35 mm, peças de reposição, filmes e ou tros equipamentos. Muitas latas de filme. Ainda é proprietário do acervo da Distribuidora Porto-alegrense de Filmes Ltda., a lendária Dipa Filmes. Atualmente, com 73 anos, não faz mais projeções comerciais, mas é um dos dois únicos técnicos que prestam serviços de manutenção nos projetores de cinema com película ainda existentes no estado. Apesar do amor pelo que faz, quer desfazer-se de todo o material acumulado. Espera encontrar alguma prefeitura ou governo interessados em adquirir seu acervo para um museu do cinema.

Camillo foi quem adaptou duas máquinas de projeção para a bitola 16 milímetros, idealizadas por ele e fabricadas pela extinta empresa IEC, para uma exposição de artes plásticas que utiliza película como suporte. Seu Camillo, como é mais conhecido, virou figurinha carimbada no meio cinematográfico para várias gerações de jovens cineastas e aficcionados em busca de câmeras Super 8 e 16 mm e seus respectivos projetores. Vale lembrar que Porto Alegre, desde o final dos anos 70 e início dos 80, foi celeiro de cineastas hoje consolidados, mas que fizeram seus primeiros longas nessas bitolas.

EXPOSIÇÃO - “Sem as soluções apresentadas pelo seu Camillo, parte da exposição não seria possível”, explica Bernardo José de Souza, curador da exposição de artes visuais Vanishing Point (Ponto de Fuga), na galeria de arte da Fundação Ecarta, de 18 de novembro e 23 de dezembro, com obras de Cristiano Lenhardt, Gustavo Jahn & Melissa Dullius e Luiz Roque. Os projetores 16mm utilizados nas obras de Gustavo Jhan & Melissa Dullius, por exemplo, foram montados por José Camillo, para que os filmes utilizados pelos artistas pudessem ser projetados em loop infinito.

Mais detalhes em www.fundacaoecarta.com.br




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EXTRAPAUTA

CUT/RS avalia negociações coletivas
O economista do Dieese/RS, Ricardo Franzói, afirmou que os empresários gaúchos assumiram uma postura de resistência ao piso regional ao se negarem a debater produtividade nas negociações com os trabalhadores.
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Acesso à Educação Superior
O país registrou um crescimento de 110% no número de jovens de 18 a 14 anos no Ensino Superior na última década, passando de 3 milhões de matrículas em 2001 para 6,37 milhões em 2010, sendo a maioria 74,2%, concentrada nas instituições de ensino privado.
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Escolaridade em alta
Mais da metade (51,45%) dos adolescentes de 14 anos do país já têm escolaridade superior à de suas mães.
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PEC dos jornalistas
Por 65 votos a 7, o Senado aprovou em primeiro turno, no dia 30 de novembro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, que restabelece a exigência do diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista.
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Para o envio de cartas, sugestões e comentários para a redação: extraclasse@sinprors.org.br
Extra Classe é uma publicação mensal do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul - SINPRO/RS
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