URCAMP I
Boa fé por sentença
A diretoria colegiada do Sinpro/RS rebateu em nota de esclarecimento,
no último dia 30 de maio, as declarações da
juíza do Trabalho de Bagé, Dra. Ana Ilca, que se manifestou
à imprensa local e por meio de despacho afirmando: é
nítida a boa fé da Urcamp e de todos os compromissos
que seus dirigentes assumiram, aflora a intenção de
superação da crise econômico-financeira que
vivenciava. Assim sendo, não há razão para
a execução.... Tal documento refere-se ao pedido
do Sinpro/RS de execução da sentença por conseqüência
da extrapolação, por parte da Urcamp, do prazo afixado
em acordo, para o pagamento de parcelas dos salários atrasados
de 2002. A diretoria do Sindicato alega que a juíza só
avaliou o pedido de execução após o pagamento,
ocorrido fora do prazo, e que o acordo firmado anteriormente com
mediação da juíza substituta, Cíntia
Bitencourt, estipulou datas e nomeou uma profissional da área
contábil para vistoriar as contas da instituição.
Por várias vezes a reitoria se manifestou publicamente contrariada
quanto a essa medida, contradizendo a afirmação da
juíza titular, Ana Ilca, sobre a boa vontade da Urcamp em
apresentar seu balanço financeiro. Não se pode
inverter os fatos. A Urcamp foi obrigada por uma sentença
da Justiça a abrir suas contas, o que era uma revindicação
antiga da comunidade universitária. Os professores já
sofrem há mais de seis anos com o atraso salarial e foi com
a decisão da Dra. Cíntia que surgiu a possibilidade
de um acordo e a formação de uma comissão com
representantes da Justiça do Trabalho, Ministério
Público do Trabalho, universidade e sindicatos, explica
o diretor do Sinpro/RS Amarildo Cenci. O assunto foi tema de reunião
de professores dos diversos campi da Urcamp, no último dia
24 de maio, em Porto Alegre, quando os docentes demonstraram seu
estranhamento sobre o ocorrido.
leia
na íntegra o documento publicado pelo sindicato clicando
aqui
URCAMP II
Paralisação em São Gabriel
Os professores da Urcamp/São Gabriel paralisaram suas
atividades nos dias 19 e 20 de maio. A decisão foi tomada
em assembléia geral, realizada no dia 16, quando foram avaliados
os constantes atrasos salariais praticados pela Universidade. Os
professores, no momento da paralisação, se encontravam
com os salários de março e abril em atraso e ainda
não haviam recebido a segunda parcela do 13º salário
de 2002. A partir da paralisação, os professores formaram
uma comissão para dar encaminhamentos às negociações
com a reitoria da Urcamp para o pagamento imediato dos salários
atrasados. A comissão e o Sinpro/RS negociaram com a universidade
o parcelamento em quatro vezes, já aprovado pela categoria
no dia 20, quando foi encerrada a paralisação. Representantes
dos estudantes da universidade, presentes na assembléia,
apoiaram o movimento dos professores.
URCAMP III
Assembléia definiu por parcelamento
Os professores da Urcamp/Santana do Livramento, em assembléia
realizada no último dia 27 de maio, com presença de
dois terços da totalidade de professores e funcionários
do campus, decidiram aceitar proposta de parcelamento em quatro
vezes dos salários atrasados. Até o fechamento desta
edição os salários se encontravam em atraso
desde fevereiro (parcial) e a totalidade de março e abril.
Na assembléia, a tônica das discussões foi a
necessidade de mudança nos rumos da instituição.
Na maioria das intervenções se defendeu uma maior
participação da comunidade universitária no
processo administrativo. Estiveram presentes representantes das
Aprofat e do Sintae.
URCAMP IV
Ato reuniu mais de 200 professores
Os professores do campi de Alegrete realizaram assembléia,
no dia 23, em que aprovaram a proposta de parcelamento dos salários
em atraso em quatro vezes. A medida foi resultado da negociação
ocorrida entre os sindicatos e a universidade após a paralisação
realizada no dia 7 de maio, que reuniu mais de 200 professores e
funcionários em ato público diante da sede da Urcamp/Alegrete.
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