Ano 8 - nº 72
Junho 2003



Luis Fernando Verissimo:
O Lula de barba preta faria o mesmo governo que faz o Lula de barba branca? Não é conjetura vazia, a resposta tem a ver com várias perplexidades do momento. Se o Lula da barba ameaçadora também se...



Nei Lisboa:
Não se mova, não diga nada que chame a atenção dos outros funcionários e não erga os olhos até o término da leitura desta carta. Posso lhe garantir que o Rex foi...



Elisa Lucinda:
É, moça, tenho medo de não ver...é perigoso! Pelo que ouvi falar, posso tomar um veneno pensando que é remédio, posso ver detergente em frasco, que eu penso que é medicamento para tédio. Ando num mundo que...





URCAMP I
Boa fé por sentença
A diretoria colegiada do Sinpro/RS rebateu em nota de esclarecimento, no último dia 30 de maio, as declarações da juíza do Trabalho de Bagé, Dra. Ana Ilca, que se manifestou à imprensa local e por meio de despacho afirmando: “é nítida a boa fé da Urcamp e de todos os compromissos que seus dirigentes assumiram, aflora a intenção de superação da crise econômico-financeira que vivenciava. Assim sendo, não há razão para a execução...”. Tal documento refere-se ao pedido do Sinpro/RS de execução da sentença por conseqüência da extrapolação, por parte da Urcamp, do prazo afixado em acordo, para o pagamento de parcelas dos salários atrasados de 2002. A diretoria do Sindicato alega que a juíza só avaliou o pedido de execução após o pagamento, ocorrido fora do prazo, e que o acordo firmado anteriormente com mediação da juíza substituta, Cíntia Bitencourt, estipulou datas e nomeou uma profissional da área contábil para vistoriar as contas da instituição. Por várias vezes a reitoria se manifestou publicamente contrariada quanto a essa medida, contradizendo a afirmação da juíza titular, Ana Ilca, sobre a boa vontade da Urcamp em apresentar seu balanço financeiro. “Não se pode inverter os fatos. A Urcamp foi obrigada por uma sentença da Justiça a abrir suas contas, o que era uma revindicação antiga da comunidade universitária. Os professores já sofrem há mais de seis anos com o atraso salarial e foi com a decisão da Dra. Cíntia que surgiu a possibilidade de um acordo e a formação de uma comissão com representantes da Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, universidade e sindicatos”, explica o diretor do Sinpro/RS Amarildo Cenci. O assunto foi tema de reunião de professores dos diversos campi da Urcamp, no último dia 24 de maio, em Porto Alegre, quando os docentes demonstraram seu estranhamento sobre o ocorrido.

leia na íntegra o documento publicado pelo sindicato clicando aqui

URCAMP II
Paralisação em São Gabriel
Os professores da Urcamp/São Gabriel paralisaram suas atividades nos dias 19 e 20 de maio. A decisão foi tomada em assembléia geral, realizada no dia 16, quando foram avaliados os constantes atrasos salariais praticados pela Universidade. Os professores, no momento da paralisação, se encontravam com os salários de março e abril em atraso e ainda não haviam recebido a segunda parcela do 13º salário de 2002. A partir da paralisação, os professores formaram uma comissão para dar encaminhamentos às negociações com a reitoria da Urcamp para o pagamento imediato dos salários atrasados. A comissão e o Sinpro/RS negociaram com a universidade o parcelamento em quatro vezes, já aprovado pela categoria no dia 20, quando foi encerrada a paralisação. Representantes dos estudantes da universidade, presentes na assembléia, apoiaram o movimento dos professores.

URCAMP III
Assembléia definiu por parcelamento
Os professores da Urcamp/Santana do Livramento, em assembléia realizada no último dia 27 de maio, com presença de dois terços da totalidade de professores e funcionários do campus, decidiram aceitar proposta de parcelamento em quatro vezes dos salários atrasados. Até o fechamento desta edição os salários se encontravam em atraso desde fevereiro (parcial) e a totalidade de março e abril.

Na assembléia, a tônica das discussões foi a necessidade de mudança nos rumos da instituição. Na maioria das intervenções se defendeu uma maior participação da comunidade universitária no processo administrativo. Estiveram presentes representantes das Aprofat e do Sintae.

URCAMP IV
Ato reuniu mais de 200 professores
Os professores do campi de Alegrete realizaram assembléia, no dia 23, em que aprovaram a proposta de parcelamento dos salários em atraso em quatro vezes. A medida foi resultado da negociação ocorrida entre os sindicatos e a universidade após a paralisação realizada no dia 7 de maio, que reuniu mais de 200 professores e funcionários em ato público diante da sede da Urcamp/Alegrete.

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