Pipocas em close up

Extra Classe de junho inicia seus
trabalhos com a visão de dentro
do jornalismo com que Verissimo humoriza a cobertura dos jornalistas de fora
e a ausência do Brasil nos noticiosos além-fronteiras.
A seguir, surge um tema já abordado anteriormente, porém com novo
enfoque. O repórter cultural Jimi Joe, ex-editor deste periódico,
nos brinda com uma matéria que dá um painel acadêmico da
mídia como indústria de celebridades. No centro do debate está uma
grande ironia: a falsa realidade dos reality show. Professor e estudioso do assunto,
o francês François Jost abre seu estudo aos leitores e traça
um paralelo de semelhanças entre os “biguebroders” mundo afora
e no Brasil.
Seguindo páginas adentro, o jornalista Eduardo Nasi levanta um assunto
que não está no gibi, ou melhor, está. Além de um
histórico dos quadrinhos no Brasil, a reportagem mostra a trajetória
das “revistinhas” na escola, além das diferentes abordagens
e possibilidades das HQs, ora como recurso didático, ora como objeto de
estudo.
José Luis Fiori esmiúça o drama das esquerdas no mundo e
suas dificuldades de interpretação da história para que
possam apresentar alternativas aos modelos que criticam.
Em sua passagem pelo Estado, a escritora e educadora Fanny Abramovich solta o
verbo para literalmente detonar as estruturas públicas e privadas de educação,
bem como a programação de TV voltada para os baixinhos, sem perdoar,
inclusive, as TVs educativas.
A repórter Keli Lynn Boop, a partir de denúncias de irregularidades
em escolas de educação infantil, mostra o quanto os usuários
desses serviços não têm a quem recorrer quando expostos a
situações de negligência. Ficam à mercê do jogo
de empurra-empurra das autoridades competentes. Na editoria de Educação,
nossa reportagem também faz um apanhado de circustâncias que denunciam
o paradoxo de uma das maiores universidades do país, a Ulbra, que aparentemente
dá ao marketing um status mais elevado do que ao quadro de professores,
que nem sempre se sentem valorizados como gostariam, tendo, inclusive, receio
de manifestações públicas que possam gerar represálias.
Na editoria de sindicato destacamos algumas cláusulas para melhor entendimento
dos professores, entre elas a que explica o cálculo mensal dos salários.
Para fechar nosso rol de reportagens em estilo cinematográfico, nada melhor
do que falar de cinema. Nossa colaboradora, a jornalista e especialista na área
Fatimarlei Lunardelli, disseca o Cinema Nacional, não apenas a produção
cinematográfica, como também a estrutura de exibição.
Um verdadeiro raio X onde se constata que na atual arte cinematográfica
a grande protagonista é a pipoca. E por fim, um pouco da poesia de Elisa
Lucinda em primeira mão.
Boa leitura.