LIVROS/LANÇAMENTOS
POLÍTICAS E PRÁTICAS EDUCACIONAIS
Currículo e competências:
a formação
administrada (Cortez,
165 p.), de Monica
Ribeiro da Silva,
chega num momento
em que a realidade
brasileira exige
uma ampla reforma
educacional com vistas
a um projeto nacional
de Educação.
A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDBEN), um conjunto de
ordenamentos legais e ações governamentais
se orientam no sentido de desencadear mudanças
nas escolas. O livro propõe uma contribuição
ao analisar a compreensão crítica
desse movimento de
reforma, voltando-se
especialmente para
as políticas curriculares
marcadas
pela proposição de
um currículo voltado
para o desenvolvimento
de competências
básicas. Para
educadores e pesquisadores
interessados

em dialogar com o universo das políticas
e práticas educacionais. Já
Pedagogia como
ciência da Educação, de Maria Amélia
Santoro Franco (168 p.), aborda a formação
de educadores ao propor uma reflexão sobre
o espaço científico da Pedagogia.
DIREITO À DIVERSIDADE
O Nuances – grupo pela
livre expressão sexual está lançando
duas publicações
que reúnem textos de professores
e especialistas em
Educação com uma abordagem
sobre ensino e diversidade
de gêneros.
Educando
para a diversidade (96 p.), organizado por
Elisiane Pasini, é um dos 30 projetos selecionados
pela Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade do Ministério
da Educação (Secad/MEC) no âmbito
da formação de profissionais da Educação
para a promoção
da cultura de
reconhecimento
ao programa Brasil
sem Homofobia.
Rompendo o
silêncio – Homofobia
e heterossexismo
na sociedade
contemporânea – Políticas, teoria
e
atuação (118 p.),
organizado por Fernando Pocahy, reúne textos
de ativistas,

pesquisadores, técnicos e representantes
do poder público com a proposta
de consolidar mecanismos e estratégias de
acesso à Justiça para combater violações
e
preconceito.
FANTASMA PERVERSO
O psicanalista e doutor em Filosofia, Mario
Fleig, discorre sobre as particularidades
do conceito de perversão em cada pessoa e
analisa formas contemporâneas e sociais de
sofrer ou de fazer o
mal em
O desejo perverso (CMC editora,
166 p). Não é um livro
para não-iniciados
e, além de
intrincadas construções,
que às vezes levam
o leitor leigo a
lugar nenhum, a narrativa
está impregnada
de vícios de linguagem
que dificultam
um pouco a compreensão de determinados
conceitos (seria um exercício de perversidade
do autor para com o leitor?). Mas o
leitor persistente encontrará o caminho para
a compreensão do “demoníaco que habita
cada um de nós”, o particular e o universal
vistos sob as óticas da ciência e da religião.
Aproximando teoria e prática analítica à literatura
e à arte em suas diversas manifestações,
Fleig situa com consistência teórica,
clareza e precisão o que denomina de “a
lógica da perversão” diante da falta de
objeto e sua estreita relação com o mal-estar
na contemporaneidade. Encerra o livro
uma interpretação do paradoxo do desejo
do perverso na entrevista de Charles
Melman.
Mais Cultura:
SINPRORS
70 ANOS - Exposição percorre o estado
Quadrinhos
- Rango - Edgar Vasques