Justiça
e recorte
de classes

stá na
Constituição. Todos os cidadãos são
iguais
perante a Justiça. A realidade dos tribunais,
defensorias, presídios e delegacias de polícia,
marcada por abandono, omissões e injustiças, no entanto,
mostra que, para as minorias e os economicamente
desfavorecidos, a Justiça brasileira se mostra
tardia e, na maioria das vezes, falha. Essa estrutura
perversa favorece quem tem dinheiro e pode contratar
advogados, forjar perícias e laudos alternativos – enquanto
se multiplicam defensores da pena de morte
e da redução da maioridade penal. O recorte de classes
pelas instâncias do judiciário é destaque na
reportagem
de capa desta edição,
Justiça: um peso e
duas balanças, de Naira Hoffmeister.
Em ano de eleições, são cada vez mais atuantes
os mecnaismos para incentivar a população a entender
e fazer valer os seus direitos, como mostra a matéria
O voto e a voz do cidadão, de Clarinha Glock,
que também assina a entrevista do mês, com o engenheiro
e ambientalista Michael Shaw, sobre o baixo
custo e a eficiência de projetos sustentáveis.
A participação dos negros na história do Rio
Grande
do Sul é abordada na matéria de Cleber Dioni
sobre o projeto
Inventário de Referências Culturais
do
Massacre de Porongos, pesquisa inédita que pretende
contribuir para o processo de tombamento do sítio
histórico Cerro de Porongos pelo Iphan. Confira ainda
a programação dos 70 anos do Sinpro/RS, os
colunistas de Extra Classe e muito mais. Boa leitura.