Ano 13 - nº 124
JUNHO de 2008



Luis Fernando Verissimo
Infelizmente para quem gosta de teses enxutas, as coisas nem sempre têm uma simetria aproveitável. Não está provado que a terra usada para produzir etanol vai ser roubada da terra usada para produzir comida.



Elisa Lucinda
Se resolvesse colher flores,
as mais bonitas que se pudesse
em jardim encontrar,
corresse eu o mundo para esse
geo-buquê organizar, não ia dar amiga.



Fraga

Uma das coisas que o cérebro faz com quem possui cérebro é condicionar a percepção. Sei disso porque com isso não me conformo, conforme informo às vezes. Não me acostumar é o meu costume.



Marco Aurélio Weissheimer

A decisão da Justiça Federal de Santa Maria, aceitando a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra 40 pessoas acusadas de formar uma quadrilha para roubar dinheiro público, trouxe à tona a existência de sofisticados mecanismos de corrupção dentro e fora da estrutura do Estado.





Eleições do Cpers/Sindicato

Os associados do Cpers/Sindicato elegem no dia 25 de junho a nova direção para o triênio 2008/2011. Serão eleitas a direção central e as direções dos 42 núcleos distribuídos pelo estado. A entidade representa cerca de 120 mil trabalhadores em Educação da rede pública – professores, especialistas e funcionários de escola – sendo 87 mil associados. Até o fechamento desta edição, três chapas estavam inscritas. Na Chapa 1, predominam candidatos ligados à central sindical Conlutas, tendo Rejane de Oliveira como candidata a presidente e Neida Oliveira e Neiva Lazzarotto a vices. Na Chapa 2, ligada à CUT, a atual presidente do Cpers, Simone Goldschmidt, concorre à reeleição, tendo Enio Manica e Denise Goulart como candidatos a vices. Já a Chapa 3, do movimento Pó de Giz, tem Edi Maria Mazzotti Ferigollo como candidata à presidência e José Benjamin Jorej e Denise Schwochow a vices. As inscrições encerram dia 10 e a previsão era de inscrição de uma quarta chapa, ligada à nova central sindical CTB.

Parlamento sem povo

Os deputados gaúchos aprovaram na sessão de 27 de maio, por 33 votos a 13, um projeto de resolução impedindo o ingresso nas dependências da Assembléia Legislativa de “pessoas acusadas de perturbar a ordem, obstruir trabalhos ou atentar contra o patrimônio público”. O autor da proposta, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), argumentou que o objetivo é inibir a ação de “meia dúzia de baderneiros, muitos dos quais vinculados a interesses político-partidários”. Elvino Bohn Gass, da bancada do PT, que votou em bloco contra a medida, lembrou que o regimento interno da Casa já dispõe sobre o esvaziamento das galerias em caso de tumulto e a custódia de desordeiros. Ele qualificou a proposição de autoritária e antirepublicana. “É inadmissível que se acuse um cidadão e o impeça de ingressar na Assembléia Legislativa sem garantir o mais elementar direito de defesa. Isso só serve para afastar o povo e impingir uma pecha ditatorial ao parlamento”, protestou.

Farra das papeleiras I

Três grandes empresas produtoras de celulose estão mudando a paisagem, os hábitos e a economia do estado com florestas de eucaliptos e irrigando as relações com o meio político com contribuições de campanha para dezenas de candidatos e a promessa de investimentos de R$ 10,7 bilhões em cinco anos. As doações atingiram R$ 2 milhões nas eleições de 2006, sendo R$ 500 mil para a governadora Yeda Crusius (PSDB), segundo série de reportagens publicada pelo Correio Braziliense.

Farra das papeleiras II

A tramitação de licenças de operação e a elaboração de um zoneamento ambiental generoso à atuação das empresas provocaram as resistências do Ministério Público Federal, do Ibama e de ambientalistas. O MPF apresentou ação civil pública contra as empresas de celulose Aracruz, Votorantim e a sueco-finlandesa Stora Enso. Também foi citada a Fepam por supostas irregularidades nos processos de licenciamento.

Farra das papeleiras III

Até a compra de terras na faixa de fronteira do RS, procedimento vetado pela Legislação Brasileira sem prévia autorização do Conselho de Defesa Nacional, foi denunciada. A Stora Enso já estava negociando a compra de terras na fronteira do RS por intermédio de uma empresa constituída de acordo com as leis brasileiras, mas com 99,99% das suas cotas em nome da Stora Enso Uruguay, criada no Uruguai e controlada pela Stora Enso Amsterdam. Para contornar a legislação, a multinacional criou a Azemglever Agropecuária, em nome de dois funcionários brasileiros. O caso foi parar na Polícia Federal.









Livros/Lançamentos.





Eleições do Cpers/Sindicato
Os associados do Cpers/Sindicato elegem no dia 25 de junho a nova direção para o triênio 2008/2011. Serão eleitas a direção central e as direções dos 42 núcleos distribuídos pelo estado.

Parlamento
sem povo
Os deputados gaúchos aprovaram na sessão de 27 de maio, por 33 votos a 13, um projeto de resolução impedindo o ingresso nas dependências da Assembléia Legislativa de “pessoas acusadas de perturbar a ordem, obstruir trabalhos ou atentar contra o patrimônio público”.

Farra das papeleiras I
Três grandes empresas produtoras de celulose estão mudando a paisagem, os hábitos e a economia do estado com florestas de eucaliptos e irrigando as relações com o meio político com contribuições de campanha para...









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