Os
associados do Cpers/Sindicato elegem no dia 25 de junho a
nova direção para o triênio 2008/2011. Serão
eleitas a direção central
e as direções dos 42 núcleos distribuídos
pelo estado. A entidade
representa cerca de 120 mil trabalhadores em Educação
da
rede pública – professores, especialistas e funcionários
de escola – sendo 87 mil associados. Até o
fechamento desta edição,
três chapas
estavam inscritas. Na Chapa 1, predominam candidatos ligados à
central sindical Conlutas, tendo Rejane de Oliveira como
candidata a presidente e Neida Oliveira e Neiva Lazzarotto a vices.
Na Chapa 2, ligada à CUT, a atual presidente do Cpers, Simone
Goldschmidt, concorre à reeleição, tendo Enio
Manica e Denise
Goulart como candidatos a vices. Já a Chapa 3, do movimento
Pó de Giz, tem Edi Maria Mazzotti Ferigollo como candidata à presidência
e José Benjamin Jorej e Denise Schwochow a vices. As inscrições
encerram dia 10 e a previsão era de inscrição
de uma quarta
chapa, ligada à nova central sindical CTB.
Parlamento
sem povo
Os deputados gaúchos aprovaram na sessão de 27 de
maio, por 33
votos a 13, um projeto de resolução impedindo o ingresso
nas dependências
da Assembléia Legislativa de “pessoas acusadas de
perturbar
a ordem, obstruir trabalhos ou atentar contra o patrimônio
público”.
O autor da proposta, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), argumentou
que o objetivo é inibir a ação de “meia
dúzia de
baderneiros, muitos dos quais vinculados a interesses político-partidários”.
Elvino Bohn Gass, da bancada do PT, que votou em bloco
contra a medida, lembrou que o regimento interno da Casa já dispõe
sobre o esvaziamento das galerias em caso de tumulto e a custódia
de desordeiros. Ele qualificou a proposição de autoritária
e antirepublicana. “É
inadmissível que se acuse um cidadão e o impeça
de ingressar na Assembléia Legislativa sem garantir o mais
elementar
direito de defesa. Isso só serve para afastar o povo e impingir
uma
pecha ditatorial ao parlamento”, protestou.
Farra
das papeleiras I
Três grandes empresas produtoras de celulose estão mudando a paisagem,
os hábitos e a economia do estado com florestas de eucaliptos e irrigando
as relações com o meio político com contribuições
de campanha para dezenas de candidatos e a promessa de investimentos de R$ 10,7
bilhões em cinco anos. As doações atingiram R$ 2 milhões
nas eleições de 2006, sendo R$ 500 mil para a governadora Yeda
Crusius (PSDB), segundo série de reportagens publicada pelo Correio Braziliense.
Farra
das papeleiras II
A tramitação de licenças de operação e a elaboração
de um zoneamento ambiental generoso à atuação das empresas
provocaram as resistências do Ministério Público Federal,
do Ibama e de ambientalistas. O MPF apresentou ação civil pública
contra as empresas de celulose Aracruz, Votorantim e a sueco-finlandesa Stora
Enso. Também foi citada a Fepam por supostas irregularidades nos processos
de licenciamento.
Farra
das papeleiras III
Até a compra de terras na faixa de fronteira do RS, procedimento vetado
pela Legislação Brasileira sem prévia autorização
do Conselho de Defesa Nacional, foi denunciada. A Stora Enso já estava
negociando a compra de terras na fronteira do RS por intermédio de uma
empresa constituída de acordo com as leis brasileiras, mas com 99,99%
das suas cotas em nome da Stora Enso Uruguay, criada no Uruguai e controlada
pela Stora Enso Amsterdam. Para contornar a legislação, a multinacional
criou a Azemglever Agropecuária, em nome de dois funcionários brasileiros.
O caso foi parar na Polícia Federal.
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