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pesquisa publicada pela Fundação
Jorge Duprat Figueiredo de Segurança
e Medicina do Trabalho – Fundacentro em 2007,
denominada
Condições do trabalho e suas repercussões
na saúde dos professores da educação
básica no Brasil apresenta resultados
bem similares aos da pesquisa realizada
pelo Diesat para o Sinpro/RS. As
autoras analisaram a bibliografia brasileira
sobre o tema dos anos de 1997 a
2007 e produziram resenhas para 65
obras, a partir das quais elaboraram um
documento analítico e crítico denominado
Estado da Arte. Um segundo passo
foi conversar com professores de todas
as regiões para entender seu trabalho. “Encontramos
situações bastante
parecidas em todas as regiões em termos
de atividade, mas bem diferentes nas relações
trabalhistas. Mas de um modo
geral, observamos que o professor ganha
pouco e muitos têm outras formas de
renda, além da docência”, explica a dra.
Leda Leal Ferreira, pesquisadora da
Fundacentro.
Há uma predominância de estudos
sobre saúde mental como estresse,
burnout, mal-estar, entre outros,
construídos a partir do campo de conhecimento
da Psicologia e da Biologia.
“
Problemas como
depressão e
síndrome de pânico são bastante
comuns na categoria e refletem as difíceis
condições de trabalho e as frustrações
cotidianas que enfrentam”, explica
Márcia de Paula Leite, coordenadora da
Pesquisa, professora do Departamento de
Ciências Sociais na Educação – Decise – da
Faculdade de Educação da Universidade
Estadual de Campinas – Unicamp.
A bibliografia também revela que na
maioria dos países que se encontram na
mesma situação em termos de desenvolvimento
industrial e tecnológico do Brasil,
as condições de trabalho e de saúde
dos professores do Ensino Básico e Fundamental
são difíceis. “Vale destacar que
os salários e a qualificação dos
professores, a valorização da profissão, a
possibilidade de progressão na carreira e
as condições sociais dos alunos estão
entre os principais fatores que colaboram”,
avalia Márcia.
Segundo a pesquisadora, não foi possível
constatar as diferenças entre as condições
de trabalho e saúde dos professores
das redes pública e privada. “O que é
possível afirma, é que as difíceis condições
de trabalho e os problemas de saúde
enfrentados pelos professores estão
presentes nas duas redes”, completa. A
pesquisa completa pode ser acessada na
internet, no site da Fundacentro:
www.fundacentro.gov.br, no link “publicações”.
O Sinpro Minas divulgou no mês
de abril pesquisa inédita sobre as condições
de saúde e trabalho dos docentes
da rede privada de ensino de todo
o estado. A pesquisa, em parceria
com o Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), revelou que é elevado
o percentual de professores que alegam
sofrer cansaço físico e mental
(92,84%). De acordo com o trabalho,
para 82,58% da categoria, a exigência
de cumprimento de prazos é o
principal motivo que torna o ambiente
institucional ameaçador. Outro
dado diz respeito à violência no ambiente
escolar: aproximadamente
41% dos professores reclamaram que
já foram agredidos ou ameaçados por
alunos pelo menos uma vez. Ainda
segundo a pesquisa, há uma associação
direta entre o número de alunos
em sala de aula e a possibilidade de o
professor apresentar problemas de saúde,
como rouquidão e dores de cabeça,
e um dos maiores motivos de afastamento
na categoria está relacionado
a dores nas pernas. A pesquisa completa
pode ser acessada no site do Sindicato:
www.sinprominas.org.br |
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