O trabalho docente da forma como está sendo desenvolvido
está deixando os professores doentes. Esta é a
principal constatação da pesquisa Condições
de trabalho e saúde dos trabalhadores nas instituições
de ensino
privado no Rio Grande do Sul, que em sua primeira parte trata
apenas dos professores gaúchos e que foi o ponto de
partida do caderno especial de Saúde do Professor encartado
nesta edição do Extra Classe
Da Redação
s dados da pesquisa foram
apresentados em coletivas de
imprensa que ocorreram nos
dias 2, 3 e 4 de junho respectivamente
em Porto Alegre, Pelotas,
Passo Fundo e Santa Maria. “Os
resultados desta pesquisa só legitimam
as reivindicações do Sinpro/RS nas negociações
com o Sindicato
Patronal, e será mais uma ferramenta
na busca por melhores
condições de trabalho e saúde dos
docentes gaúchos”, avalia Cássio
Bessa, diretor do Sinpro/RS. O dirigente
informa também que o Sindicato
vai trabalhar os resultados
da pesquisa preventivamente com
os professores para que eles tenham
melhor qualidade de vida. Para
ele, pontos como o excesso de trabalho
extraclasse, atividades não
remuneradas, assédio moral,
adoecimento com utilização de
medicamentos para manter o ritmo de trabalho,
depressão, ansiedade,
distúrbios do
sono, entre outros,
já denunciados
pelo Sinpro/RS em
suas campanhas,
aparecem na pesquisa
com índices
que comprovam a
urgente reavaliação
da forma de
trabalho docente
no ensino privado.
O estudo vem
sendo realizado a
há cerca de dez meses pelo Diesat –
Departamento Intersindical de
Estudos e Pesquisas de Saúde e dos
Ambientes de Trabalho, a pedido
da Fetee/Sul – Federação dos Trabalhadores
em Estabelecimento de
Ensino Privado do RS em conjunto
com do Sinpro/RS, Sinpro
Caxias e Sinpro Noroeste (Ijuí).
Foram ouvidos 1.680 professores, o
que corresponde a 7% do universo
de mais de 22 mil docentes atingidos
pela pesquisa (sócios e não sócios
dos Sindicatos) de todos os
níveis de ensino (do Infantil ao Superior)
em 23 cidades gaúchas,
abrangendo todas as regiões do estado.
A pesquisa foi elaborada em
duas etapas, a primeira realizada
por meio de entrevistas pessoais e a segunda por meio de questionário
eletrônico. O próximo passo do
trabalho, que deve ficar pronto no
mês de julho, vai adicionar aos
dados dos professores informações
colhidas com os demais funcionários
de estabelecimentos de instituições
de ensino privadas do estado,
traçando assim um perfil
completo dos trabalhadores.
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