Enade
I

ntre
as 20 universidades que obtiveram
as piores notas no Exame Nacional de Desempenho
dos Estudantes (Enade) está a
Ulbra Canoas, com a nota 2. Por conta do mau
desempenho dos alunos na prova, a instituição
terá que apresentar à comissão de avaliação
do MEC um diagnóstico sobre o quadro
de professores, projeto pedagógico, número de
vagas oferecidas nos processos seletivos e
integração do curso com os sistemas de saúde
locais; além de informar que medidas adotará para qualificar o seu curso de Medicina.
Enade II
Se não concordar com os métodos, o MEC
poderá visitar a instituição e aplicar sanções
que podem chegar à desativação do curso e
da
habilitação, suspensão temporária de
prerrogativas
de autonomia e da abertura de processo
seletivo de graduação ou cassação do
reconhecimento
de curso.
Enade III
Dos 175 cursos de Medicina existentes no
Brasil, 103 foram avaliados e 17 ficaram com os
conceitos 1 ou 2, o que implica supervisão. Desses,
quatro são de universidades federais.
Enade IV
Entre as oito faculdades de Medicina com
melhor desempenho no Enade 2008, três são
gaúchas. Os alunos da Ufrgs aparecem em primeiro
lugar na lista com nota cinco. A Federal
de Ciências da Saúde de Porto Alegre
(UFCSPA) e a Universidade Federal de Santa
Maria também atingiram o grau máximo no
exame, assim como as universidades federais
do Mato Grosso, Goiás e Piauí, também.
Raio
X no Parlamento
Faltando seis meses para as eleições municipais,
o projeto Excelências, da ong Transparência
Brasil, passa a reunir informações sobre todos
os parlamentares em exercício nas casas
legislativas das esferas federal e estadual, num
total de 513 deputados federais, 81 senadores e
1059 deputados estaduais. O levantamento sobre
os vereadores das capitais ainda não está pronto,
mas vai somar 2,3 mil parlamentares. No site
www.excelencias.org.br o eleitor descobrirá que 12% dos vereadores
de Porto Alegre
têm pendências na Justiça ou foram punidos
pelo Tribunal de Contas. Em 2008, o mandato
de cada vereador de Porto Alegre custará R$ 1,9 milhão e, atualmente, a manutenção
da Câmara custa R$ 48,15 para cada
porto-alegrense. O site também apresenta informações
sobre o perfil do financiamento de
campanha nas eleições em que o vereador
se elegeu.
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Mais
rigor na avaliação
O presidente da comissão que auxilia o MEC na supervisão dos cursos
de Medicina, Adib Jatene, argumentou que o crescimento do número de cursos
de Medicina – que saltou de 80, em 1994, para 175, em 2008 – fez
com que os mecanismos de autorização e avaliação
de cursos tivessem de ser revistos. Agora, nenhuma instituição
que não tenha um complexo médicohospitalar ambulatorial que seja
referência regional há pelo menos dois anos pode ter um curso de
Medicina.
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Iluminação
superfaturada I
A Secretaria de Obras e Viação
(Smov)
de Porto Alegre deverá ser submetida a
uma auditoria extraordinária por determinação
do Tribunal de Contas do Estado
depois que um processo de licitação
para
compra superfaturada de lâmpadas para a
iluminação pública foi suspenso
no dia 11
de abril pelo Ministério Público Especial.
Iluminação
superfaturada II
O programa Porto Alegre + Luz, anunciado
na Smov no dia 25 de fevereiro pelo
prefeito José Fogaça (PMDB), vai consumir
um investimento de R$ 64 milhões na
manutenção e substituição
de todos os 85
mil pontos de iluminação pública
da Capital.
Desse total, R$ 19 milhões são recursos
oriundos do programa de eficiência de
energia do governo federal, o Reluz, liberados
por financiamento da Eletrobrás, com
a contrapartida de R$ 13 milhões da prefeitura.
Ao examinar documentos da licitação,
o procurador Geraldo Costa Da
Camino concluiu que o processo tinha
muitas carecterísticas em comum com a licitação
do lixo, que também foi anulada.
Iluminação
superfaturada III
Para embasar o pedido de suspensão da
licitação, Camino determinou que funcionários
da Promotoria fizessem uma pesquisa
no comércio de material elétrico de
Porto Alegre. Foram constatados
sobrepreços que oscilam entre 45% e 159%,
conforme afirma o promotor em sua representação.
Além do superfaturamento, o
processo de licitação entregava todo
o
gerenciamento e supervisão do sistema de
iluminação pública de bandeja
para uma
empresa privada. Mais, a empresa vencedora
se encarregaria de fazer toda a contabilidade
e apresentar as faturas, sem
qualquer controle ou prestação de contas.
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