Ano 14 - nº 133
MAIO de 2009



Luis Fernando Verissimo
O filme Spartacus, sobre a revolta de escravos que ameaçou o império romano, foi dirigido por Stanley Kubrick, mas o projeto não era dele.



Elisa Lucinda
Nem que chova forte
canivete, gilete
no sul e norte
aquela chuva insecável
que cai doida sem aviso
a tudo alaga
e depois para,
nada disso se compara
às sombrancelhas do meu amor.



Fraga

Não se sabe como a ONU e a OMS, duas instituições reconhecidas por idealizarem o mundo em que vivemos, ainda não cogitaram, juntas, de...



Marco Aurélio Weissheimer

O IPEA divulgou em abril um estudo que aponta que a participação do emprego público é pequena no Brasil, ao contrário do discurso que afirma um suposto gigantismo do Estado brasileiro.

Especial - Sinpro/RS 70 anos de História




O“programa” habitacional
brasileiro em tempos de crise

José Antônio Alonso*
aprofundamento da crise internacional e os seus efeitos nas economias periféricas como o Brasil tem levado o governo a adotar medidas que, no mínimo, neutralizem os efeitos mais perversos que acabam se abatendo sobre as camadas de renda mais baixa da população. Nesse sentido, anunciou um “gigantesco” programa de construção de moradias, como forma de estimular a produção e o emprego em atividades vinculadas à cadeia habitacional, de um lado, e de outro, combater de frente a reprodução das favelas e das periferias urbanas do país. Numa conjuntura como essa que estamos vivendo, nada mais acertado do que uma medida keynesiana típica. Todavia, convém dar uma olhada no retrovisor para observar a nossa experiência nesse tipo de programa com a finalidade de evitar os grandes equívocos cometidos em passado recente.

Entre 1965 e 1980, aproximadamente, o país empreendeu um grande programa de construção de moradias conduzido pelo BNH com recursos do FGTS. Era tempo de expansão econômica, o mercado imobiliário experimentou um boom nunca antes ocorrido, foram construídas 4,5 milhões de moradias, sendo l/3 para a população de baixa renda. Foi para esse estrato da população que ocorreram as maiores distorções, na medida em que os conjuntos habitacionais foram localizados em áreas periféricas, obviamente mais baratas, que não dispunham de um mínimo de infraestrutura urbana e serviços básicos. Além disso, essa experiência, praticamente, não alcançou a faixa de renda de zero a três salários mínimos, justamente a parcela da população que concentra grande parte do déficit habitacional. Portanto, há razões de sobra para não repetir os erros dessa experiência.

O programa anunciado baseia-se, até o momento, numa combinação de aumento do acesso ao crédito com medidas de desoneração tributária da indústria da construção civil. Isso é importante, mas insuficiente se não contemplar as famílias de baixa renda, que compõem grande parte do déficit habitacional e se não estiver articulado com medidas urbanísticas e fundiárias que contemplem a totalidade da cidade. Para que esse programa seja bem sucedido e atinja, de fato, a população-alvo é urgente o estabelecimento de um debate sobre as formas de implementá-lo, o que não significa somente a construção de novas moradias, mas também a reciclagem de edifícios localizados em áreas consolidadas da malha urbana, a adoção do sistema de aluguel subsidiado, uma novidade entre nós, mas já utilizado com algum sucesso em cidades dos EUA e da Europa.



* Economista





TOCANTINS
Unitins recebe golpe duro no EaD
A segunda maior instituição brasileira de ensino de graduação a distância, a Universidade do Tocantins (Unitins), deverá deixar de funcionar na maior parte do país e vai transferir cerca de 60 mil universitários para outras faculdades.



ENEM
Maioria das
escolas ficou abaixo da médial
O MEC, através do INEP, divulgou no dia 29 de abril os resultados das 26.665 escolas que foram avaliadas pelo Enem em 2008 e 74% delas ficaram com nota abaixo da média nacional que foi de 50,52 pontos.



MEC
Malha fina
do ProUni
Cruzamento de dados do ProUni, da Rais e do Renavam, feito pelo Tribunal de Contas da União apontou que 1,7 mil alunos do ProUni possuem carros registrados em seu nome e que, destes, 39 são veículos de luxo.


 




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