LITERATURA
Meio século de Feira do Livro
Da Redação

esde
que, em 1955, quando o jornalista Say Marques
convenceu livreiros e editores de Porto Alegre a organizarem a primeira feira
do Livro da Capital, o evento não parou de crescer. Hoje, a Feira do Livro
de Porto Alegre é não apenas uma das mais antigas do país
como também o maior evento do gênero entre os realizados ao ar livre
em todo o continente americano, conforme a Câmara Rio-Grandense do Livro,
responsável pela organização do evento. Há cinqüenta
anos, Marques inspirou-se em uma feira que havia visitado na Cinelândia,
no Rio de Janeiro, e para o evento de Porto Alegre conseguiu apoio determinante
do jornal Diário de Notícias, do megaempresário da mídia
brasileira Assis Chateu-briand.
O objetivo de outrora não é muito diferente do de hoje, o de popularizar
o livro, movimentando o mercado livreiro da cidade e do Estado, oferecendo aos
visitantes uma ampla oferta com descontos significativos. Até então,
as livrarias gaúchas eram consideradas elitistas. Com exceção
do período de compra de material didático no início do ano
escolar, as livrarias eram pouco freqüentadas ao longo do ano. Por isso
o lema dos fundadores da Feira era “Se o povo não vem à livraria,
vamos levar a livraria ao povo”.
| Foto: divulgação
Câmara do Livro |
 |
Vista
da Praça da Alfândega,
durante o evento em 1973
|
Nos anos 50, a Capital tinha apenas 400 mil habitantes e o ponto mais movimentado
do centro da cidade era justamente a Rua da Praia, no trecho entre as ruas Caldas
Júnior e General Câmara. Ali concentravam-se os principais cinemas
da cidade e as pessoas faziam sua tradicio-nal caminhada após o almoço
e às tardinhas. Obviamente o lugar escolhido para realizar a Feira foi
a Praça da Alfândega, onde está até hoje. A diferença é que
na época eram apenas 14 barracas de madeira e hoje o evento conta com
150 expositores e deverá receber na edição deste ano, conforme
estimativa dos organizadores, mais de 1 milhão e 800 visitantes.
Na segunda edição da Feira, começaram as sessões
de autógrafos. Na terceira edição, passaram a ser vendidas
coleções pelo sistema de crediário. Nos anos 70, a Feira
assumiu o status de festa popular, com o início da programação
cultural. A partir de 1980, foi admitida a venda de livros usados. Na década
de 90, devido à grande repercussão na mídia regional e nacional,
a Feira conquistou grandes patrocinadores, estimulados pelas leis Nacional e
Estadual de Incentivo à Cultura.
O financiamento da 50ª Feira do Livro de Porto Alegre é garantido
pelas leis nacional e estadual de Incentivo à Cultura. Os patrocinadores
deste ano são Copesul, Gerdau, CEEE, Zaffari e a Prefeitura Municipal
de Porto Alegre. A Refap é a patrocinadora especial da Área Infantil
e Programação para jovens. A Área Internacional conta com
o patrocínio especial do Grupo Eletrobrás – Eletrobrás,
Eletrosul e CGTEE. A Habitasul patrocina especialmente o Labirinto da Palavra.
A programação cultural da Feira tem patrocínio especial
do Santander Cultural. O Banco Oficial da Feira é o Banrisul.
Apoio Especial: Correios. Apoiadores Culturais: Abigraf, Bovespa, Centro Cultural
CEEE Erico Verissimo, Dauertec / Elip-se, Fundação Biblioteca
Nacio-nal, Maristas, La Salle, Master Hotéis, Ministério da
Educação, Opinião, Pallotti, Sebrae, Senado Federal,
Sesi, Sinpro/RS, Unimed e Variettá Bistrô. (Fonte: Câmara
Rio-grandense do Livro)
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