Ano 8 - nº 76
Outubro 2003



Luis Fernando Verissimo:
Minha posição na questão dos transgênicos é um claro e firme “não sei”. Já li e ouvi tantas opiniões convincentes, para um leigo, a favor e contra, que me consolo com a idéia de que, nesse assunto, todos são leigos. Um lado diz que ainda não se...



Nei Lisboa:
Antes de mais nada, saibam que fui provocado. Pai fresco e coruja, andei evitando o assunto com medo de afogar o leitor na baba. Mas agora é justamente uma leitora, a Elizabeth Sivinski, quem pede que eu fale mais sobre a minha filhota. Ôba! E lembrem-se, vocês que pediram!



Elisa Lucinda:

Palavras de mãe costumam ecoar para sempre nos ouvidos da gente. As da minha me embalam líricas e determinantes até hoje. Rainha do otimismo responsável e atuante, minha mãe amava dignos, pobres, ricos e errantes na proporção da sua estupenda compaixão e...





ESCOLAS DE IDIOMAS
Assinada Convenção Coletiva de Trabalho

O Sinpro/RS e o Sindicato das Escolas de Idiomas do RS (Sindiomas) assinaram, no dia 24 de setembro, a primeira Convenção Coletiva de Trabalho direcionada ao setor de ensino de idiomas. O documento regulariza o salário e as condições de trabalho de todos os professores que lecionam nestas escolas. “Muitas escolas que eram visitadas pelo Sindicato não reconheciam a realidade do setor na Convenção Coletiva de Trabalho assinada pelo Sinpro/RS e Sinepe/RS”, observa o professor Cássio Bessa, diretor do Sinpro/RS. “Isso fez com que o Sindicato tivesse a preocupação de negociar e adequar cláusulas específicas para que todas as escolas tivessem um instrumento normativo mais próximo da realidade, o que foi contemplado neste acordo”.

René Cabrales
Documento foi assinado no dia
24 de setembro por dirigentes do
Sinpro/RS e Sindiomas

Segundo o diretor do Sinpro/RS, muitas professores das instituições de ensino de idiomas estão registrados na carteira de trabalho como instrutores ou outras designações. “Todos aqueles que ministram aulas em escolas são professores, independente de seu registro na carteira de trabalho”, assegura. “Não há a necessidade de ter formação acadêmica específica por trata-se de curso livre”. Bessa diz que o Sinpro/RS tem o objetivo de fazer as escolas se adequarem à esta convenção coletiva específica, garantindo boas condições de trabalho da categoria e a qualidade do ensino.

O presidente do Sindiomas Eduardo T. Barros Alves diz que uma Convenção específica para o setor é uma demanda de muitos anos. “Esse segmento cresceu muito e já tem uma representação significativa na economia”, expõe. “Trata-se de outra realidade. Estamos muito felizes em fechar este acordo”. Segundo ele, hoje o Estado conta com mais de 400 escolas de idiomas.

A Convenção foi assinada após alguns meses de negociação entre as partes. Dentre as cláusulas específicas estão o aprimoramento acadêmico, conforme proposta discutida entre a escola e os professores, garantido um adicional ao salário; o recesso entre o Natal e o Ano Novo; e a possibilidade de alteração de carga horária, tendo um piso e um teto disponibilizado pelo professor no início do ano.

O Sinpro/RS está editando um caderno com o texto da Convenção Coletiva de Trabalho Sinpro/RS e Sindiomas para disponibilizar aos associados. O documento também está na íntegra no portal do Sindicato (www.sinprors.org.br).

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José Luis Fiori

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