Ano 8 - nº 75
Setembro 2003



Luis Fernando Verissimo:
Ironia do destino. Os americanos apoiaram o Saddam Hussein durante anos porque o governo secular do Iraque era uma alternativa à teocracia antiamericana no poder no Irã. Saddam já era um tirano, mas...



Nei Lisboa:
Ninguém perguntou mas vou dizer, meu Scliar favorito é o cronista da Folha de S. Paulo, onde se dedica a converter para a ficção matérias publicadas no próprio jornal. Na última que li, só pra dar um exemplo, constrói uma divertida...



Elisa Lucinda:

Não conheço o amor abstrato. Conheço o amor pelo outro, pela pátria e pelo futuro, pela vida, pela obra. Defender a dignidade do homem é, no mínimo, uma conexão ideológica, uma composição ecológica, uma convicção. Não entendo a...





CRUZEIRO DO SUL
Problemas de gestão levam colégio a fechar as portas

Mesmo depois das negociações entre o Sinpro/RS, professores e a mantenedora do Colégio Cruzeiro do Sul, em busca de solução para parte dos problemas financeiros da instituição, a escola anunciou, no dia 19 de agosto, o seu fechamento. “Apesar do empenho dos docentes, que aceitavam reduções salariais para manter a escola funcionando (20% na Educação Infantil, 15% no Ensino Fundamental e 10% no Ensino Médio), a mantenedora não aceitou esses percentuais, mantendo proposta de redução em torno de 50%”, declarou o diretor do Sinpro/RS Celso Stefanoski. Segundo ele, a escola também não ofereceu qualquer garantia aos professores em caso de fechamento. Conforme Stefanoski, mesmo que os professores aceitassem o percentual sugerido pela escola, ela continuaria na iminência de fechar. “Trata-se de uma crise de vários anos, em função de uma precária gestão da mantenedora”, declarou.

Há dois anos, a instituição vendeu um terreno pertencente à mantenedora, para pagar os valores atrasados de INSS e FGTS aos professores. “Isso não aconteceu e até hoje não sabemos o destino do dinheiro”, declarou a presidente do Centro de Professores do Cruzeiro, Diamel Morolzczuk. De lá para cá, a situação veio se agravando, culminando, em julho deste ano, com o pagamento de apenas parte do salário dos professores. Durante o mês de agosto, foi criada ainda uma comissão de pais, que também se mobilizou contra o fechamento da escola, que, dos 1.800 alunos de 1994, contava com apenas 300.

No dia 22 de agosto, foi realizada uma audiência na Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, oportunidade em que ficou explícita a omissão da mantenedora no acompanhamento da gestão. Também foi feito um apelo para que a escola regularizasse a situação trabalhista dos professores e funcionários, pagando as verbas rescisórias.

O sindicato notificou a escola, dando prazo de 10 dias para efetuar as rescisões de contrato. Caso isso não ocorra, entrará com ação na justiça para garantir o direito dos professores. O Sinpro/RS também encaminhou uma ação pedindo antecipação de tutela para garantir o pagamento do restante do salários de julho dos professores.

Crise em outras escolas – Assim como o Colégio Cruzeiro, outras escolas poderão ter o mesmo desfecho, caso não trabalhem com uma proposta séria e dinâmica de gestão. Segundo Celso Stefanoski, não basta ter uma boa proposta pedagógica, mas tornar a instituição viável. “Temos exemplos de escolas que não inovam e acabam perdendo espaço. Outras ainda desempenham administrações artesanais beneficiando e empregando muitas vezes os membros da própria família”, afirmou. Também é importante destacar outras causas que favorecem esse quadro, como a redução do número de filhos nas famílias de classe média, a melhor qualidade das escolas públicas e o aumento do número de estabelecimentos particulares de ensino.

<< voltar




Mais Sindicato:
7º Cepep será realizado em outubro
Urcamp não paga 13º salário
Notas
SINDICALIZAÇÃO - Sinpro/RS entrega prêmios
CAP - Cursos de especialização e extensão
Entre o real e o ideal há caminhos a percorrer - Soraya Franke





José Luis Fiori

Os interesses e as mudanças
James Stuart, o economista inglês, disse uma vez, em 1767, que “se um povo se tornasse completamente desinteressado, não haveria possibilidade de governá-lo”. E tinha toda razão, porque se transformaria numa massa amorfa, como na entropia termodinâmica da física moderna. Mas ele não previu como...





Uma chamada à democracia
Recentemente, ao ser indagada por um repórter da Folha de São Paulo sobre a atual crise social que o Brasil estaria vivendo, Marilena Chaui disse que, “em vez de falar em crise e em desordem, que são os temas preferidos da classe dominante brasileira na sua tradição autoritária, é hora de comemorarmos o fato de que...

Livros:
outros lançamentos







Para o envio de cartas, sugestões e comentários para a redação ou exclusão da lista: extraclasse@sinprors.org.br - Extra Classe é uma publicação mensal do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul - SINPRO/RS - Av. João Pessoa, 919 - CEP 90.040-000 - Bairro Farroupilha - Porto Alegre - RS - BRASIL - Fone (51) 3211.1900 - Fax (51) 3211.2628 - http://www.sinprors.org.br