reportagem da revista Veja, veiculada
na semana do dia 20 de agosto,
intitulada Prontos para o Século XI causou
forte repercussão no meio educacional
entre professores, alunos, pais, entidades, instituições
de ensino, sindicatos e federações.
A matéria atribui a crise de qualidade na
Educação a uma suposta tendência
dos professores em “esquerdizar
as crianças”. Imediatamente após
a publicação, o Sinpro/RS manifestou
em nota pública seu repúdio
e inconformidade com teor da
reportagem, por considerá-la ofensiva à dignidade
dos professores
citados na matéria e de toda a categoria.
A entidade publicou também
nota no jornal Zero Hora no
dia 22 de agosto sob o título Visão
paranóica de Veja atinge professores, ao que se
seguiu uma grande quantidade manifestações
de apoio à iniciativa. O Sindicato dos
Professores levou o caso às confederações
de trabalhadores em Educação, Contee e
CNTE que, por sua vez, expuseram também
seu ponto de vista sobre o tema, publicando apedidos nas revistas Época e
Isto É.
PROFESSOR – Para ilustrar a matéria,
Veja utilizou um exemplo de aula do
Colégio Anchieta, um dos estabelecimentos
privados mais tradicionais do estado.
Conforme o professor, que ministrava
a aula descrita por Veja,
houve um recorte tendencioso
da reportagem, que
descontextualizou uma aula
cujo mote era o desenvolvimento
e pensamento crítico e
a promoção da cidadania. Para
Veja, a fala do docente foi considerada
um mero discurso
anticapitalista. Após a publicação
da matéria, o professor
enviou correspondência para
a revista com suas razões. A versão do professor
até foi publicada na edição seguinte,
porém sem o mesmo destaque da matéria
e, reduzida a algumas poucas linhas,
interrompidas por quatro páginas de anúncios,
além de estar cercada por cartas favoráveis à
linha adotada pela revista.
Urcamp:
dívidas com o INSS
Passados quase dez anos desde que o Conselho Nacional de Assistência
Social
rejeitou à Urcamp a condição de instituição
filantrópica, a União está cobrando a
parte patronal do INSS, que deixou de ser depositada pela Fundação Áttila
Taborda
(FAT), mantenedora da universidade, nos anos de 1997 a 1999.
Os prazos para pagamento
dos cerca de R$ 15 milhões se esgotam neste mês.
A informação foi confirmada
pela Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional de Bagé.
A Reitoria da Urcamp
informou apenas que a questão está em análise
por procuradores jurídicos externos,
contratados pela FAT.
Fiscalização
eletrônica
Comissão
Mista de Orçamento da Câmara Federal
lançou um mecanismo que permitirá a
qualquer cidadão com acesso à internet
checar os recursos empenhados e
depois pagos às cidades pela União.
A ferramenta chamada Fiscalize permite checar os
valores prometidos para repasses por convênio
em Saúde, Educação, Infra-estrutura,
Políticas Sociais, Segurança Pública
e Qualificação Profissional. As informações
serão
atualizadas diariamente na página eletrônica
Orçamento Brasil (www.camara.gov.br/internet/orcamentobrasil)
e um relatório será enviado
mensalmente a todas as Assembléias
Legislativas e Câmaras de Vereadores do Brasil.
Abelhas
mortas
Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar Deu no blog da Ecoagência que um apicultor
de Barra do Rio Azul, interior do
estado, perdeu 48 colméias das 60 que possuía.
Em outras duas propriedades vizinhas
ocorreu a morte de mais 32 colméias. Apareceram
montes de abelhas mortas e algumas
colméias, com poucas abelhas vivas,
definhando. Aquelas que estavam vivas
pareciam desorientadas ou agonizando,
sem conseguir voar. De acordo com assistente
técnico da Regional da Emater/RS–Ascar
de Erechim, as abelhas teriam
morrido, provavelmente, pela ação de
agrotóxicos. Para os agricultores que vivem
num raio de 3 quilômetros desta região,
as perdas de produtividade nas frutíferas
e nas culturas de lavouras serão significativas,
já que a população de insetos
polinizadores foi reduzida significativamente,
alerta Angonese. Ele ressalta, ainda,
que poderá haver problemas para o
meio ambiente porque foi subtraída toda
uma categoria de insetos, o que deverá influenciar
na cadeia alimentar e na polinização.
As informações foram postadas
por Terezinha Mariza Vilk, da Emater/RS-Ascar – Regional
de Erechim. Até o
fechamento desta edição, ainda surgiam
novos casos. Conforme informações que
chegaram à nossa redação, mais
de mil colméias
já haviam sido atingidas. Reportagem
da edição de julho do Extra Classe
alertava para os riscos do uso de
agrotóxicos, alguns proibidos em outros
países.
Para o envio de cartas,
sugestões e comentários
para a redação ou exclusão da lista: extraclasse@sinprors.org.br
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