Ano 13 - nº 127
SETEMBRO de 2008



Luis Fernando Verissimo
Enquanto o mundo se maravilhava com a festa de abertura da Olimpíada de Pequim, a Rússia invadia a Geórgia. Fogos de artifício de um lado, fogo de verdade do outro, e no mesmo dia.



Elisa Lucinda
Não consigo me soltar:
nem gases nem versos.
Hoje sou reverso de cantilena
antítese do poema



Fraga

Nem só de pássaros vivem os observadores: há gente que prefere observar palavras. Nem filólogos nem lingüistas, são ornitógrafos.



Marco Aurélio Weissheimer

A inauguração da pedra fundamental da nova fábrica da Aracruz em Guaíba, dia 27 de agosto, aprofunda o processo de transformação do Rio Grande do Sul em um grande produtor de eucalipto e celulose.

Especial - Sinpro/RS 70 anos de História




LIVROS

INTERTEXTUALIDADE PÓS-MODERNISTA
A partir do questionamento: O que é Intertextualidade pós-modernista? Denize Correa Araújo discorre em seu livro Imagens Revisitadas – Ensaios Sobre a Estética da Hipervenção (Sulina, 2007, 223 p.), considerando conceitos como intertextualidade, dialogismo e simulação. Com enfoques de Mikhail Bakhtin e Julia Kristeva, passando pelos conceitos de antropofagia cultural e simulacro e pela visão de capitalismo tardio de Fredric Jameson, a autora comenta sobre a hipertextualidade presente nas tecnologias da cibercultura. Os capítulos reúnem artigos que podem ser lidos separadamente, sendo conectados pela introdução e conclusão. Os objetos analisados são oriundos de mídias diversas como cinema, artes visuais, literatura, televisão e publicidade, com ênfase para o estudo da imagem híbrida, intertextual e hipertextual. A obra é resultado de sua tese de ph.D e de seus estudos posteriores na área de Comunicação.

INTERAÇÃO ENTRE AS MÍDIAS
Comunicação e Interações (Sulina, 2008, 264 p.) reúne 12 artigos organizados por Alex Primo, Ana Claudia de Oliveira, Geraldo Carlos do Nascimento e Veneza Mayora Ronsini, que fazem parte da Coleção Compós 2008. A obra aborda as transformações provocadas pelos meios digitais nos modos de produção e recepção, que colocaram em maior evidência a dimensão interativa, sempre fundamental para o entendimento dos processos comunicacionais. No momento em que as tecnologias da comunicação tornam-se cada vez mais indissociáveis da vida contemporânea, os textos contribuem com a fundamentação das reflexões sobre a interação social das mídias, apontando metodologias e discussões embasadas tanto pelos estudos semióticos, pelos estudos de linguagens, quanto pela teoria das mediações.

TERROR NO VATICANO
Resenha e entrevista publicadas nas edições de março de 2006 e outubro de 2007 do Extra Classe sobre os livros O último papa e Bala santa (Ed. Cavalo de Ferro), do escritor português Luís Miguel Rocha, foram reproduzidas na internet, no site www.luismiguelrocha.com. A edição brasileira de O último papa foi lançada pela Ediouro na 20ª Bienal do Livro de São Paulo, em agosto deste ano. Investiga a conspiração que teria levado ao suposto assassinato do papa João Paulo I, o italiano Albino Luciani, em 1978. Bala Santa, a ser lançado em 2009 no Brasil, esmiúça os acontecimentos em torno do atentado contra João Paulo II, o polonês Carol Wojtyla, em 1981. Rocha, de 31 anos, virou best seller (seus livros venderam 500 mil exemplares em 40 países) e foi convidado para estrear como colunista do New York Times. O primeiro artigo, sobre a morte de Albino Luciani, o papa que queria socializar as riquezas do Vaticano, será publicado no final de setembro.

  O cinema em Porto Alegre
Resultado de pesquisa de doutoramento, o livro A Crítica de Cinema em Porto Alegre na década de 1960 (Editora da Ufrgs, 160 p., 2008), de Fatimarlei Lunardelli, jornalista, pesquisadora e professora universitária, recupera o período mais efervescente da crítica cinematográfica no Rio Grande do Sul, protagonizado por nomes como P. F. Gastal, Humberto Didonet, Enéas de Souza, Hiron Goidanich, Hélio Nascimento, Luiz Carlos Merten, Tuio Becker e Jefferson Barros, entre outros. Como recorte, dois momentos da crítica porto-alegrense: a revista Filme 66 e o Jornal de Cinema, de 1967. São abordadas, ainda, as disputas entre a velha e a nova crítica que surgia, o movimento cineclubista e a influência da filosofia. O foco, no entanto, ficou no pensamento da crítica. Apresenta questionamentos acerca de como se faz um crítico ou como se formulam os conceitos e idéias na crítica cinematográfica. Também oferece ao leitor um panorama cultural dos anos 60, a circulação de idéias que surgiam naquele momento, o contexto sócio-cultural e como os críticos constituíam o sentido e seus valores para a prática profissional.





Mais Cultura:
ESPETÁCULOS - Capital ganha novo teatro
LITERATURA - A volta do Gaúcho a Pé
Quadrinhos - Rango - Edgar Vasques





Abelhas mortas
Deu no blog da Ecoagência que um apicultor de Barra do Rio Azul, interior do estado, perdeu 48 colméias das 60 que possuía.



A polêmica repor-tagem de Veja
A reportagem da revista Veja, veiculada na semana do dia 20 de agosto, intitulada Prontos para o Século XI causou forte repercussão no meio educacional.



Urcamp: dívidas com INSS
Passados quase dez anos desde que o Conselho Nacional de Assistência Social rejeitou à Urcamp a condição de instituição filantrópica, a União está cobrando a...



Fiscalização eletrônica
Comissão Mista de Orçamento da Câmara Federal lançou um mecanismo que permitirá a qualquer cidadão com acesso à internet checar os recursos empenhados e depois pagos às cidades pela União.
 
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