A assembleia dos professores da Unisc no último dia 12 de julho pôs fim ao mais longo processo de negociação já desenvolvido pelo Sinpro/RS. A aprovação da proposta, pela quase unanimidade dos participantes da assembleia, estabeleceu 2013 como marco inaugural da nova sistemática de contabilização da efetividade dos professores. Na verdade, inaugurou-se um novo período de discussão interna, via comissão paritária Adunisc/Reitoria, para a definição da transição dos regimes e liquidação dos créditos positivos e negativos dos docentes da instituição.
A superação do regime de créditos, que estabelece obrigação complementar ao cumprimento da carga horária contratada dos professores, efetivamente é um problema complexo em se considerando o tempo de vigência desta prática e a cultura institucional sobre ela alicerçada.
O assunto também gerou a mais renhida polêmica desde a discussão da redução salarial em 2007 e o seu equacionamento só se viabilizou após várias reuniões com longos intervalos, que serviram para o amadurecimento de possibilidades e uma definição que representa uma aposta na capacidade de diálogo e na vitalidade institucional da própria Unisc.
O Sinpro/RS considera que é a comunidade interna da Unisc que melhor conhece os meandros do regime de créditos e que tem por isto as condições de pensar uma proposta de redefinição dos tempos dedicados às diferentes atividades acadêmicas e que, fundamentalmente, estabeleça a isonomia de tratamento a todas elas a bem da própria unidade institucional.
A exigência de cumprimento de créditos por parte dos professores de tempo integral e parcial não tem qualquer amparo legal e se constitui num potencial passivo trabalhista com sérios riscos à estabilidade institucional.
Para o Sinpro/RS, o regime de créditos na relação contratual dos professores da Unisc merece restrições pelo fato de possibilitar descontos salariais insustentáveis frente à legislação trabalhista e à Convenção Coletiva de Trabalho. Este regime se alicerça em um sistema de valoração diferenciada das atividades acadêmicas, o que beneficia uns e prejudica outros, e quebra a necessária isonomia entre os professores, requisito indispensável numa instituição universitária ciosa da sua condição comunitária e de sua gestão democrática.
A decisão de superar este sistema na Unisc reafirma a vitalidade da instituição e a disposição de se desafiar às mudanças necessárias para a sobrevivência do modelo institucional, do qual sempre se constituiu como referência no estado e no país.
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