O
calendário de 2008 avança para o final do segundo
semestre e com isso aproxima-se também o período
de
elaboração da pauta de reivindicações
com vistas às negociações coletivas de 2009.
A assembléia que definirá a pauta de
reivindicações ocorrerá em dezembro. Portanto,
já é hora de começar a tratar dos temas de interesse
dos professores e
que poderão ser discutidos com os representantes patronais.
No que diz respeito ao segmento majoritário da categoria,
os professores que atuam nos estabelecimentos que
compõem a base do Sinepe/RS, alguns pontos têm sido
recorrentes nas mesas de negociação nesses últimos
anos,
alguns por iniciativa patronal e outros propostos pelo Sinpro/RS.
Veja a seguir alguns desses tópicos:
Retirada do percentual por aprimoramento acadêmico:
Tem sido constante nas últimas negociações,
da parte do
Sinepe, a proposição de retirada do percentual por
aprimoramento acadêmico dos professores da educação
infantil
e das séries/anos iniciais do ensino fundamental. A intenção
patronal tem merecido a mais veemente rejeição do Sinpro/RS
por significar o aprofundamento da diferenciação salarial
entre
os segmentos da categoria.
Redução do desconto para dependentes:
A cláusula do desconto para dependentes constitui um dos
direitos mais valorizados pela categoria e reiteradamente o
sindicato patronal tem buscado sua redução, alegando
razões
de ordem tributária, nunca muito especificadas. Todas as
manifestações dos professores, tanto individualmente,
como
coletivamente nas assembléias, são categóricas
em rejeitar tal
possibilidade.
Calendário unificado:
Tendo em vista o expressivo número de professores que atuam
em mais de um estabelecimento de ensino, o Sinpro/RS vem
buscando unificar o calendário escolar. A iniciativa tem por
objetivo preservar os interesses da categoria relacionados a
férias, recesso e feriados, face aos desencontros ocasionados
pela falta de unidade entre as programações das diferentes
instituições.
Excesso de alunos por turma:
Apesar da histórica reivindicação do Sindicato
de limitação de
número de alunos por turma, sempre negada, em nome da “
liberdade pedagógica das escolas” pelos representantes
patronais, não faltam relatos sobre esta realidade,
especialmente na educação superior. O assunto continuará em
pauta, pois além de penalizar os professores, o excesso de
alunos por sala de aula compromete a qualidade de ensino.
Contratualidade na EaD:
Outro tema que voltará à pauta é a regulamentação
da
contratação de professores-tutores para o ensino a
distância.
O Sinpro/RS quer ver reconhecida a condição docente
desses profissionais e estender a eles os demais benefícios
da Convenção Coletiva de Trabalho. Além disso,
o Sindicato
defende que os professores-tutores sejam contratados pelas
instituições que foram credenciadas para a oferta de
EaD.
Remuneração da integralidade do trabalho docente:
O Sinpro/RS continuará na luta pelo reconhecimento e
remuneração da jornada de trabalho cada vez mais extensa
desenvolvida pelos professores, exigida pelas escolas e
cumprida fora do horário contratual.
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