A reabertura das negociações foi um processo absolutamente normal, apesar de extenso. Considerando-se a lógica de que, em sendo o Plano de Carreira Docente da Feevale, além de homologado, acordado com o Sinpro/ RS, no encerramento do prazo de vigência do instrumento que o pactuou, é necessária a sua renovação.
A renovação dos acordos coletivos com o aperfeiçoamento dos Planos de Carreira é a lógica do processo que o Sinpro/RS vem desenvolvendo no âmbito do ensino superior do RS.
Esta sistemática sintoniza com a dinâmica do setor e as expectativas dos professores que vão compreendendo os Planos de Carreira, de modo geral, bastante complexos, e detectando os problemas que dificultam e/ou impedem as progressões. Aperfeiçoamento necessário e contemplado nas tratativas desenvolvidas com a Reitoria para a renovação do Acordo sobre o PCD da Feevale.
A pontuação exigida era muito elevada na versão original do PCD instituído em 2009. A percepção foi mútua e teve uma reformulação com base em algumas redefinições, especialmente pela introdução de uma ponderação com base nas dificuldades de realização de cada quesito, o que no somatório facilitará o atingimento dos pontos para a progressão.
Não ficou resolvido o estranho adicional de salário pago aos professores pesquisadores permanentes, criado no início de 2011, que não tem previsão legal ou convencional, nem no PCD da instituição.
Pesquisar é função docente, tarefa regular de professores na educação superior, em especial os de tempo integral, que para esta tarefa devem dedicar parte da sua carga horária contratada.
O Sinpro/RS, no ciclo de tratativas concluído recentemente, destacou a necessidade de os valores da hora-aula dos níveis das categorias superiores do PCD, em que se enquadram geralmente os pesquisadores, serem adequados e suficientemente atrativos para a motivação dos que se dedicam à pesquisa. A mudança da sistemática atual ficou remetida para 2012.
A negociação com a Reitoria foi objetiva e pautada por um relacionamento satisfatório, mas não poderíamos deixar de registrar o baixo envolvimento dos professores em um processo, de reflexos tão importantes na sua carreira na Feevale.
Aos representantes do Sindicato ficou mais uma vez confirmada a percepção de que os professores, conhecendo a cultura institucional, não se sentem muito à vontade para se envolver em assuntos relacionados à contratualidade, mesmo em circunstâncias de baixo teor conflitivo como a revisão do plano de carreira, por exemplo.
O Sinpro/RS reitera a convicção nos diferenciais acadêmicos e contratuais das instituições comunitárias e continuará se empenhando pela consagração de diferenciais de democracia e elevados níveis de participação dos professores, seja nos espaços institucionais ou nos assuntos de interesse corporativo.
Direção Colegiada
|
|