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Junho / 2002
Especial URCAMP
Boletim Informativo do SINPRO/RS, entidade filiada à CUT e CONTEE  

URCAMP

Adesão maciça à paralisação em Bagé

Professores, funcionários e estudantes pararam a Universidade
no dia do Salário e do Crédito


Urcamp/Bagé, nos dias 4 e 5 de junho viveu um momento histórico. Não apenas preocupados com a situação de atraso nos salários, mas também com o presente e o futuro da instituição, professores e funcionários decidiram em assembléia geral promovida pelo Sinpro/RS e Sintae/RS (04/06) pela paralisação das atividades no dia 5, denominando esse dia como Dia do Salário e do Crédito. O fato inédito é que além da mobilização de professores e funcionários, ocorreu a adesão maciça dos alunos solidários ao movimento. Houve grande participação de estudantes e representantes dos diversos Diretórios Acadêmicos, já na assembléia, manifestando sua solidariedade aos trabalhadores da instituição. Alunos relataram as muitas ocasiões em que tiveram de auxiliar professores com pequenos valores em dinheiro para que estes pudessem se deslocar, ou até mesmo comprar alimentos, o que causou indignação na plenária que lotou a sede da AABB. Entre professores e funcionários a tônica dos discursos foi a necessidade de maior transparência na administração da Urcamp; a valorização da pluralidade e diversidade de opiniões como estímulo ao crescimento; e a defesa da instituição, porém com responsabilização de seus dirigentes pelos problemas.


Assebleia geral de professores da urcamp
Professores, funcionários e
alunos lotaram a AABB


Durante todo o dia 5 os corredores e salas de aula permaneceram vazios e grupos de professores, funcionários e estudantes se revezaram nos debates ocorridos na sede da AABB, culminando no ato show ocorrido no final da tarde.

Os sindicalistas do Sinpro/RS e Sintae/RS realizaram visitas à Coordenadoria Regional Educação (CRE) e Prefeitura Municipal para exposição da problemática dos salários dos trabalhadores.

Por ocasião da paralisação, a reitoria solicitou uma nova reunião com os sindicatos, que está marcada para ao próximo dia 26 de junho.


Decisões que resultaram da mobilização dos dias 4 e 5 de junho:


Realizar um estudo detalhado do quadro atual da instituição: número de professores e funcionários e alunos, graduação e carga horária, situação dos cursos. Esse estudo está sendo feito com a participação da Aprofat e profeossores de outros campi.

Encaminhar pedido de esclarecimento sobre a situação financeira e administrativa da Urcamp nos seguintes termos: 1) Composição das receitas eventuais e permanetes; 2) Composição das despesas eventuais e permanentes; 3) Composição do ativo patrimonial; 4) Composição do passivo, inclusive junto às instituições; 5) Composição dos índices atuais e históricos de inadimplência dos alunos. (O pedido foi encaminhado no dia 06 de junho)

Realizar um seminário de professores funcionários e alunos de todos os campi para discutir o futuro da Urcamp, no próximo dia 17 de agosto, em Bagé.



O cobertor curto

Como sabemos, os diversos campi da Urcamp possuem não apenas características distintas, como também tratamento diferenciado do ponto de vista administrativo. Ou seja, utilizando a analogia do cobertor curto poderíamos dizer que, quando se cobre a cabeça os pés inevitavelmente ficam descobertos. Assim é a receita da universidade para o pagamento dos salários. Para que os professores de alguns campi recebam, outros acabam ficando de fora da folha de pagamento. Assim, quando a situação fica insustentável em determinda localidade, começa o sistema de rodízio. Não casualmente, os campi que possuem maior autonomia administrativa em relação a Bagé sofrem menos com os atrasos. Esse fato, ao que tudo indica, faz parte da divisão do poder na instituição. Veja como está a situação salarial nos Campi (informações colhidas até o dia 18/06)

Santana do Livramento: salários de abril e maio em atraso; a diferença referente ao dissídio em março começou a ser paga lentamente, mas não para a totalidade dos professores. Com o agravamento do problema salarial desaparecem também do cenário os dirigentes locais da instituição.

São Gabriel:
o pagamento de maio só foi colocado em dia uma semana após o vencimento e a universidade ainda deve as multas de meses anteriores, inclusive, de atrasos referentes a 2001.

Dom Pedrito: o pagamento de maio foi efetuado com atraso de uma semana e a universidade ainda deve as multas do ano anterior

Caçapava do Sul:
o mês de maio começou a ser pago em atraso no 17/06 e 10% dos salários de abril ainda não foram pagos.

Bagé:
está em atraso parte do salário de fevereiro, a totalidade de abril, maio e multas.

São Borja: salários em dia.

Alegrete: 70% dos salários de maio foram pagos no dia 12/06 e os 30% restantes ainda não têm previsão de pagamento. Costumam receber primeiro os professores de fora da cidade.






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