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Especial Campanha
Salarial 2003
Boletim Informativo do SINPRO/RS, entidade filiada à CUT e CONTEE  

NEGOCIAÇÕES SALARIAIS 2003

Dirigentes patronais querem arrochar salários

retomada das negociações salariais 2003 está sendo marcada pela disposição de dirigentes patronais de arrochar os salários dos professores e funcionários. Agendada para o dia 12 de março, a primeira rodada de negociação foi antecipada para o dia 07, a pedido do Sinepe/RS sob a alegação de agilizar o processo. Foi quando apresentou sua proposta de reajuste salarial: 12%, parcelado em duas vezes (10% em março e 2% em setembro). Esse percentual está bem abaixo dos 17,66% de inflação do período, que é a reivindicação.

Mais uma vez, os dirigentes patronais invocam as dificuldades financeiras de algumas escolas para não repor a inflação aos salários dos trabalhadores. Além de romper o histórico compromisso de manutenção do poder aquisitivo de professores e funcionários por meio da reposição da inflação, essa proposta não condiz com o desempenho médio do setor nos últimos cinco anos. De 1996 a 2002, os estabelecimentos de ensino reajustaram as anuidades da Educação Básica, em média, 30,31% acima da inflação, e da Educação Superior, 35,05%.

Um estudo do Dieese/Regional Sul revelou crescimento no número de escolas e de cursos oferecidos. De 1997 até o ano passado, foram criadas 252 novas instituições de ensino privado no Rio Grande do Sul e 768 novas ofertas de ensino, contemplando ampliação de séries do ensino fundamental, médio, educação infantil, autorização de cursos técnicos e educação de jovens e adultos nas escolas. Outro levantamento, realizado pelo Sinpro/RS no mesmo período, apontou um vertiginoso crescimento na Educação Superior, quer pela expansão das instituições já instaladas, quer pelo surgimento de novas. No início dos anos 90, o Rio Grande do Sul contava com 35 instituições. Hoje são mais de 80. Estas informações foram colhidas junto ao Conselho Estadual de Educação e ao MEC.

SUBCOMISSÃO - Diante disso, o Sinpro/RS propôs à comissão de negociação do Sinepe/RS a instituição de uma subcomissão específica para dinamizar as discussões sobre as cláusulas de reflexo econômico. Esse grupo deverá avaliar a real situação do setor e buscar uma fórmula que contemple a reivindicação dos professores e funcionários.

O Sinpro/RS reconhece que houve redução do número de alunos na Educação Básica, ao contrário da Educação Superior, mas entende que as instituições de ensino que enfrentaram este problema já fizeram os ajustes necessários no final do ano passado, com a diminuição de carga horária e demissão de professores, iniciando o ano letivo deste ano já dentro da nova realidade. Desta forma, as alegadas dificuldades se dão mais por uma questão de problemas gerenciais e administrativos, frente a alta concorrência, ou por peculiaridades de determinadas regiões do estado.

O Sinpro/RS não poupará esforços para defender a qualidade do ensino privado gaúcho, garantida ao longo da última década pela manutenção do poder aquisitivo dos salários. Não repor a inflação integral aos salários significa desencadear um processo de instabilidade no ensino privado, cujas conseqüências dramáticas acompanhamos na trajetória do ensino público.

Discuta com seus colegas a evolução das negociações salariais e some esforços com a comissão de negociação do Sinpro/RS para o atendimento das reivindicações.

Fique atento! Nos próximos dias, o Sinpro/RS o convocará para Assembléia Geral. Não abra mão do que é direito! Campanha Salarial 2003.





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