EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL Sinpro/RS
representa professores do Sistema S
As escolas mantidas pelos principais segmentos do Sistema
S – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem do Comér-cio
(Senac), Serviço Social da Indústria (Sesi) e
Serviço Social do Comércio (Sesc) – ao
mesmo tempo em que se apresentam como referenciais de qualidade
na Educação, nem sempre consideram os profissionais
docentes em atividade nas suas escolas como professores.
Especialmente na Educação Profissional onde,
valendo-se da frágil regulamentação dos
sistemas estaduais e federal de ensino, da baixa exigência
no que se refere à habilitação dos docentes
e da falta de fiscalização quanto à contratualidade
dos profissionais em atividade nessa modalidade de ensino,
o Senai e o Senac continuam enquadrando seus docentes como
instrutores, monitores ou prestadores de serviços e
não como professores. Com isso, subestimam a legislação
educacional e tentam retirar esses profissionais da categoria
diferenciada de professores, estabelecida pela CLT, e da representação
do Sinpro/RS. A nova realidade normativa estabelecida pela
LDBEN, a partir de 1996, para a Educação Profissional,
considera esses profissionais como professores, independentemente
da denominação que possam ter nessa ou naquela
instituição.
O Sinpro/RS vem insistindo no diálogo e na negociação
efetiva com as instituições do Sistema S com
o objetivo de retomar a prática dos acordos e convenções
coletivas que contemplem também a realidade dos professores
em atividade em todos os níveis de ensino do Sistema
S.
Professor, leia e divulgue este Informativo
e aproxime-se do Sinpro/RS, um Sindicato Cidadão a serviço dos
professores e da luta pela qualidade da Educação
no Rio Grande do Sul.
EDITORIAL
O Sinpro/RS – Sindicato dos Professores do Ensino Privado
está inaugurando um novo estágio no processo de
reintegração no âmbito do Sistema S.
Queremos apresentar aos professores do Sistema S nossa compreensão
do atual estágio da Edu-cação Profissional
a partir da LDBEN (Lei 9394/96) e dos decretos federais, bem
como dos pareceres e resoluções do Conselho Nacional
e Estadual de E-ducação que redefiniram a organização
desta mo-dalidade de ensino.
Como bem sabem os profissionais que atuam na Educação
Profissional, grandes foram as alterações que
o novo ordenamento legal introduziu no setor, que combinadas
com a dinâmica do mercado, multiplicaram escolas e diversificaram
as ofertas de ensino das instituições tradicionais
do setor.
A nova LDBEN e a legislação complementar conferiram,
inequivocadamente, à Educação Profissional
uma valorização maior nos sistemas educacionais
brasileiros. Sobretudo às ofertas formais de ensino.
Nos referimos aos cursos técnicos e tecnológicos.
Tratam-se de cursos aprovados pelo Conselho Estadual de Educação
(CEED) e pelo Conselho Nacional de Educação (CNE)
para serem ofertados por Escolas ou Faculdades preliminarmente
credenciadas por estes órgãos para estas ofertas.
Além das condições materiais para a oferta
dos cursos, exigem os órgãos públicos que
estes cursos tenham PROFESSORES. Professores que por sua vez,
no âmbito trabalhista, constituem categoria dife-renciada
cuja representação sindical no Rio Grande do Sul é o
Sinpro/RS.
Vai longe, portanto, a velha legislação educacional
que, no início dos anos 90, alicerçou a decisão
da justiça que retirou do Sinpro/RS a representação
dos docentes/instrutores restringindo a apenas aos professores
de formação propedêutica.
Há dois anos, o Sinpro/RS vem argumentando junto aos dirigentes
do Senai e Senac que esta nova realidade da Educação
Profissional constituiu no universo dos seus Instrutores um grupo
diferenciado que, atuando nas ofertas formais de ensino, aprovadas
pelo CEED e independentemente da de-nominação,
são Professores.
Não temos dúvida que o fazer-se de desentendido é um
recurso para deixar como está. Isto é por conta
de acordos com o Senalba que, como todos sabemos, além
de pouca representatividade, tem pouca afinidade com o mundo
da Educação.
É
chegada a hora dos professores do Senai e do Senac serem partícipes
deste processo de resgate da sua verdadeira identidade profissional
e construção de uma efetiva representação
sindical que con-temple as necessidades e justas reivindicações
nas negociações com as representações
patronais.
Professores do ensino técnico e tecnológico de
Senai e do Senac são Sinpro/RS.
SISTEMA
S
O
Sinpro/RS na Educação Profissional
O Sistema S, como todos sabemos, é um conjunto de instituições
assistenciais e educacionais mantidas por contribuições
que incidem sobre a folha de salários das empresas pertencentes à categoria
cor-respondente, sendo descontadas regularmente pelos empresários
por via de recolhimento sobre a folha de salários e repassadas às
entidades do sistema. As escolas do Sistema S são geridas pelos
empre-sários e fiscalizadas pelo Poder Público. Estas
são detentoras de uma longa trajetória de serviços
prestados à sociedade brasileira. No âmbito da Educação,
se destacam o Senai e o Senac na formação profissional
em todos os níveis e, mais recentemente, o Sesi e o Sesc com
a Educação Infantil e EJA.
Ao longo da sua existência, o Senai e o Senac consolidaram uma
referência de Educação não-formal voltada
para a qualificação de mão-de-obra para a indústria
e o comércio.
Esta oferta de formação profissional, hoje denominada
de básica ou de livre oferta, nunca exigiu Instrutores que tivessem
uma formação mais definida e muito menos uma titulação
mais rigorosa.
Estes Instrutores já foram representados pelo Sinpro/RS até o
início dos anos 90 quando, por iniciativa do Senalba, o poder
judiciário decidiu que a representação do Sinpro/RS
se restringia aos Professores (com habilitação do MEC
na época) dos conteúdos de formação geral,
presentes em alguma medida em alguns cursos e, no caso do Senai, aos
professores atuantes nas escolas de segundo grau profissio-nalizantes.
A partir desta decisão da justiça, ao longo dos anos
90, considerando a condição absolutamente minoritária
deste segmento profissional no Senai e no Senac, o Sinpro/RS aderia às
convenções coletivas negociadas pelo Senalba com o Sindepars/Senai
e com o Secraso/Senac.
O advento da nova LDBEN (Lei 9394/96), em final de 1996, é o
marco inicial de uma nova normatização da Educação
Profissional, considerada agora modalidade de ensino e desvinculada
da Educação Básica e hierarquizada em três
níveis, dois dos quais na condição de educação
formal: o ensino técnico e o tecnológico.
São ofertas formais de ensino que, para serem aprovados pelos órgãos
competentes, devem comprovar a existência de corpo docente, isto é,
PROFESSORES devidamente habilitados (curso de graduação)
e com formação pedagógica ou pelo menos compromisso
de desenvolvê-la ao longo do período de oferta do curso,
no caso dos cursos técnicos.
É
nesta nova realidade, de crescente oferta de cursos técnicos
e que por força da legislação e da normatização
da Educação brasileira transforma Instrutores em Professores
que o Sinpro/RS busca ampliar sua representação sindical
no âmbito do Sistema S, particularmente no Senai e Senac.
É
importante lembrar que a legislação educacional mudou
substancialmente na última década. O mesmo não
aconteceu com a legislação trabalhista, que continua
consagrando os Professores como categoria profissional diferenciada
com direito a um capítulo especial na CLT – Consolidação
das Leis do Trabalho e representação sindical definida.
O Senai e o Senac, ao longo dos últimos anos, vêm multiplicando
as suas ofertas de cursos técnicos, o que vem sendo acompanhado
pelos representantes do Sinpro/RS no Conselho Estadual de Educação
(CEED/RS).
NÍVEIS
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996), complementada
pelo Decreto 2.208, de 17 de abril de 1997, respectivamente
reformado pelo Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004,
regulamenta a Educação Profissional estabelecendo
que o principal objetivo desta modalidade de ensino é a
criação de cursos voltados à qualificação
profissional e ao acesso ao mercado de trabalho para
estudantes e profissionais. A legislação
estabelece três níveis de Educação
Profissional:
CURSOS PROFISSIONALIZANTES São cursos de livre oferta voltados
para pessoas de todos os níveis de instrução.
Esta modalidade pode ser ofertada por qualquer empresa sem necessidade
de credenciamento do ofertante junto aos conselhos de Educação.
Isso porque é o único dos três níveis que
não se constitui em oferta de Educação formal.
CURSOS TÉCNICOS DE NÍVEL MÉDIO Esta modalidade consiste de cursos devidamente
autorizados pelo Conselho Estadual de Educação
e voltados para estudantes do Ensino Médio ou àqueles
que já tenham concluído este nível
de ensino. Portanto, trata-se de oferta formal de ensino,
cuja aprovação pelo Conselho está condicionada à contra-tação
de corpo docente, ou seja, professores habilitados
por curso de graduação e formação
pedagógica já concluída ou em
curso. Toda instituição credenciada pelo
Conselho Estadual de Educação está apta
a ofertar cursos técnicos também previamente
aprovados pelo mesmo Conselho.
CURSOS TECNOLÓGICOS
Somente estão habilitadas à oferta de cursos de formação
de tecnólogos as instituições de ensino superior
(faculdades, centros universitários ou universidades) credenciadas
pelo Conselho Nacional de Educação, no caso das ofertas
privadas e públicas federais; e pelos conselhos estaduais de
Educação, no caso de instituições públicas
estaduais. Trata-se de oferta formal de ensino. Para se credenciar
e terem aprovados seus cursos, as instituições devem
comprovar a existência de corpo docente, isto é, Professores
devidamente habilitados.
Na
Educação superior do Senac, os professores já são
Sinpro/RS
CURSOS
Tecnólogo em Administração (Porto Alegre)
Tecnólogo em Hotelaria (Porto Alegre)
Tecnólogo em Sistemas de Informação (Porto
Alegre, Pelotas e Passo Fundo)
Tecnólogo em Marketing de Varejo (Porto Alegre e Pelotas)
São os instrutores/PROFESSORES dos seguintes cursos
que o Sinpro/RS quer representar *:
NO SENAI
Técnico em Mecânica de Precisão, Eletrônica
Industrial, Instrumentação Industrial e em Segurança
do Trabalho, em São Leopoldo
Técnico em Curtimento e em Tratamento de Resíduos
Industriais, em Estância Velha
Técnico em Calçados, em Novo Hamburgo
Técnico em Edificações, em Santa Rosa
Técnico em Design de Móveis, em Bento Gonçalves
Técnico em Sistemas a Gás, em Esteio
Técnico em Eletrônica Industrial e em Redes de Computadores,
em Informática Industrial, em Refrigeração
e Climatização, e em Automobilística; em Porto
Alegre
Técnico em Mecatrônica, em Mecânica e em Eletrônica
Industrial, em Gravataí
NO SENAC
Técnico em Enfermagem (Bagé, Uruguaiana, Rio Grande,
Pelotas, Passo Fundo)
Técnico em Segurança do Trabalho (Bagé e Rio
Grande)
Técnico em Guia de Turismo (Bagé)
Técnico em Óptica (Passo Fundo e Porto Alegre)
Técnico em Comércio Exterior (Uruguaiana e Porto
Alegre)
Técnico em Massoterapia (Santo Ângelo e Lajeado)
Técnico de Guia de Turismo de Âmbito Nacional (Santa
Maria, Rio Grande, Gravataí, Bento Gonçalves)
Técnico em Secretariado (Erechim e Porto Alegre)
Técnico em Administração de Vendas no Varejo
(Erechim)
Técnico em Manutenção de Hardware e Software
(Erechim)
Técnico de Guia de Turismo de Âmbito Internacional
(Porto Alegre)
Especialização Técnica em Enfermagem do Trabalho
(Bagé)
Técnico em Transações Imobiliárias
(Porto Alegre)
SESC
Sesquinho - Educação Infantil (Bagé, Santa
Rosa, Santo Ângelo, Lajeado, Santa Maria, Livramento, Porto
Alegre, Alegrete, Santa Cruz do Sul, Novo Hamburgo e Carazinho).
SESI
Educação Infantil - Em Santa Maria, Rio Grande, Bento
Gonçalves, Campo Bom, Dois Irmãos, Gravataí,
Montenegro, Porto Alegre, Sapiranga, santa Cruz do Sul.
EJA - Em Bagé, Pelotas, Lajeado, Livramento e Rio Grande.
* E de todos os outros que o dinamismo das instituições do Sistema
S vier a criar no próximo período enquanto ofertas formais de ensino.
SINDICATO
CIDADÃO
Professor
do Sistema S é Sinpro/RS
O Sinpro/RS tem uma atuação e um compromisso histórico
com os professores que atuam no Sistema S e busca resgatar a representação
desses profissionais com vistas aos acordos coletivos e ao reconhe-cimento
da sua condição de Professores do sistema formal de ensino.
Com 16,6 mil associados, o Sindicato representa os professores do ensino
privado de todos os níveis no Estado, com um dos mais altos índices
de sindicalização no setor privado. Isso demonstra a
credibilida-de e a confiança que os trabalhadores das escolas
e universidades comunitárias e privadas do RS atribuem à entidade.
Historicamente, o Sinpro/RS tem uma atuação na linha
dos avanços e da manutenção de conquistas de seus
representados. Uma linha de atuação que se amplia com
a prestação de serviços e promoção
da cidadania.
Pela sua representatividade, o Sinpro/RS tem mais força e maior
capacidade de negociação na hora de contratar serviços,
o que amplia as vantagens para os seus associados. Aliado a isso, concentra
sua atuação na manutenção de políticas
voltadas para questões sociais que tanto afligem o ambiente
escolar e a própria sociedade de uma maneira geral. O Sinpro/RS
mantém o jornal Extra Classe, veículo de comunicação
mensal e independente, e a revista Textual, voltada para a divulgação
da pesquisa docente; propostas para a área cultural, a implantação
da Casa do Professor, e atividades de formação e aprimoramento
docente sempre em sintonia com a dinâmica da Educação.
A estrutura de atendimento do Sinpro/RS compreende a sede estadual,
duas subsedes (Canoas e Zona Norte) e 14 sedes regionais na Grande
Porto Alegre e no interior do Estado.
Confira detalhes sobre a estrutura e os serviços que o Sinpro/RS
coloca à disposição dos associados acessando o
site do Sindicato: www.sinprors.org.br