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Este espaço tem por objetivo reunir informações sobre as diversas frentes de atuação do Sindicato e proporcionar uma visão privilegiada dos diferentes panoramas da educação privada no RS.
 

Sinpro/RS propõe regularização
dos Planos de Carreira

Atualmente, os Planos não passam de regramentos internos, com formalização esgotada no âmbito restrito da própria instituição. Algumas universidades já estão em tratativas com o Sindicato.

A compreensão da importância e o assessoramento na avaliação, elaboração ou mesmo na negociação de alterações constituem, há muito tempo, envolvimentos do Sinpro/RS com o tema Plano de Carreira.

Trata-se de uma trajetória de assessoria no trato de uma questão que, até recentemente, era do âmbito interno das Universidades e se restringia ao cumprimento de exigências da legislação educacional.

O desafio de propor e colaborar para o projeto de reforma da Educação Superior de iniciativa do MEC, em 2005 levou o Sinpro/RS a uma análise mais profunda dos Planos de Carreira das instituições.

Na Delegacia Regional do Ministério do Trabalho constatou-se que não havia nenhum Plano de Carreira de qualquer instituição de ensino superior, homologado pelo órgão do poder público habilitado a fazê-lo.

Em outras palavras, descobriu-se que, até hoje, os Planos de Carreira das instituições são regramentos internos, cuja formalização sempre se esgotou no âmbito restrito delas próprias.É claro que o Conselho Nacional de Educação e o MEC, apesar de exigirem em suas normativas a organização do corpo docente em quadro de carreira, jamais entraram no mérito desse aspecto para o deferimento dos atos oficiais às instituições.

Ocorre que Planos de Carreira estabelecem diferenciais de remuneração entre os integrantes do corpo docente das instituições, especialmente nas universidades.

Essas diferenças na hora-aula dos diversos níveis ou faixas, quando não amparados na formalização legal, configuram quebra de isonomia salarial entre os professores de uma mesma instituição e, portanto, passivo trabalhista potencial para as instituições de ensino.

O assunto e suas implicações foram compreendidos pela Comissão Paritária Sinpro/RS - Sinepe/RS em 2005, que concluiu pela fórmula do Acordo Coletivo entre instituições de ensino e Sindicato para a legalização dos Planos de Carreira, o que as instituições mais previdentes já estão negociando com o Sinpro/RS.

No âmbito da legislação educacional, a nossa reivindicação de que a exigência de Plano de Carreira não se restringisse às universidades, mas se estendesse, também, aos centros universitários e faculdades foi contemplada no Projeto de Lei 7.200 da Reforma da Educação Superior, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

Mais recentemente, em maio deste ano, o Governo Federal editou o Decreto 5.773, chamado de Decreto-Ponte, que já antecipa uma série de novas exigências para o credenciamento de instituições de Ensino Superior, entre as quais a de que o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) de qualquer instituição contemple Plano de Carreira Docente.

Ao longo dos últimos meses, várias universidades iniciaram tratativas com o Sindicato dos Professores, cuja conclusão deverá ser a efetivação de Acordo Coletivo sobre os seus respectivos Planos de Carreira. É preciso que se diga que a motivação das instituições tem sido fundamentalmente as necessárias adequações dos seus Planos, em alguns casos já inviáveis ou ameaçados na sua continuidade.

Para o Sinpro/RS, a perspectiva de uma carreira, plano claramente definido e implantado segundo as formalidades trabalhistas, constituem bandeira de luta em prol da autonomia e profissionalismo dos professores da Educação Superior e da qualidade do ensino.

Direção Colegiada
Sinpro/RS


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