EDITORIAL
O Sinpro/RS – Sindicato dos Professores do Ensino Privado está inaugurando
um novo estágio no processo de reintegração no âmbito
do Sistema S.
Queremos apresentar aos professores do Sistema S nossa compreensão do
atual estágio da Edu-cação Profissional a partir da LDBEN
(Lei 9394/96) e dos decretos federais, bem como dos pareceres e resoluções
do Conselho Nacional e Estadual de E-ducação que redefiniram a
organização desta mo-dalidade de ensino.
Como bem sabem os profissionais que atuam na Educação Profissional,
grandes foram as alterações que o novo ordenamento legal introduziu
no setor, que combinadas com a dinâmica do mercado, multiplicaram escolas
e diversificaram as ofertas de ensino das instituições tradicionais
do setor.
A nova LDBEN e a legislação complementar conferiram, inequivocadamente, à Educação
Profissional uma valorização maior nos sistemas educacionais brasileiros.
Sobretudo às ofertas formais de ensino. Nos referimos aos cursos técnicos
e tecnológicos. Tratam-se de cursos aprovados pelo Conselho Estadual de
Educação (CEED) e pelo Conselho Nacional de Educação
(CNE) para serem ofertados por Escolas ou Faculdades preliminarmente credenciadas
por estes órgãos para estas ofertas.
Além das condições materiais para a oferta dos cursos, exigem
os órgãos públicos que estes cursos tenham PROFESSORES.
Professores que por sua vez, no âmbito trabalhista, constituem categoria
dife-renciada cuja representação sindical no Rio Grande do Sul é o
Sinpro/RS.
Vai longe, portanto, a velha legislação educacional que, no início
dos anos 90, alicerçou a decisão da justiça que retirou
do Sinpro/RS a representação dos docentes/instrutores restringindo
a apenas aos professores de formação propedêutica.
Há dois anos, o Sinpro/RS vem argumentando junto aos dirigentes do Senai
e Senac que esta nova realidade da Educação Profissional constituiu
no universo dos seus Instrutores um grupo diferenciado que, atuando nas ofertas
formais de ensino, aprovadas pelo CEED e independentemente da de-nominação,
são Professores.
Não temos dúvida que o fazer-se de desentendido é um recurso
para deixar como está. Isto é por conta de acordos com o Senalba
que, como todos sabemos, além de pouca representatividade, tem pouca afinidade
com o mundo da Educação.
É
chegada a hora dos professores do Senai e do Senac serem partícipes
deste processo de resgate da sua verdadeira identidade profissional
e construção de uma efetiva representação
sindical que con-temple as necessidades e justas reivindicações
nas negociações com as representações
patronais.
Professores do ensino técnico e tecnológico de Senai e do Senac
são Sinpro/RS.
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