Direção debate resultados da Semana da Consciência

A boa receptividade da categoria, em todos os níveis de ensino, à abordagem do assunto confirmou que esse é um dos principais problemas dos professores.

Por Comunicação Sinpro/RS
Semana da Consciência Profissional | Publicado em 24/10/2013


Reunida no sábado, 19, a Direção Colegiada do Sinpro/RS avaliou as atividades da 2ª Semana da Consciência Profissional, realizada entre os dias 15 e 18 em todo o estado, e o Domingo de Greve Nacional, ambos tendo como foco o excesso de trabalho extraclasse demandado aos professores fora da carga horária contratada.

A boa receptividade da categoria, em todos os níveis de ensino, à abordagem do assunto confirmou que esse é um dos principais problemas dos professores. As campanhas ganharam ampla repercussão nas redes sociais, inserções na mídia e matérias nos jornais de todo o estado.

A panfleteação aos pais e estudantes sobre o Domingo de Greve também teve boa receptividade. Foram raras as recusas aos materiais entregues pelos diretores do Sindicato, revelando a progressiva compreensão da clientela do ensino privado sobre a realidade do trabalho dos professores. O caderno especial Tempo para pensar, publicado no jornal Extra Classe para subsidiar os debates, foi elogiado pelos professores pela contextualização do assunto ao longo da história e suas diversas abordagens.

Criativos e bem-humorados, os materiais da 2ª Semana da Consciência Profissional fizeram com que os professores enxergassem a sua realidade frente à jornada de trabalho cada vez mais extensa, que se constitui em violação ao seu direito ao descanso. No entanto, o constrangimento aos professores em algumas instituições de educação básica continua ostensivo.

Boa parte das visitas dos diretores do Sindicato aos professores foi acompanhada de perto por gestores das instituições, o que dificultou em alguma medida a manifestação dos docentes. Mas, com criatividade e até mesmo com fina ironia, parte dos professores conseguiu falar da dificuldade de dizer “não” e, especialmente, da necessidade de um “não” às demandas de trabalho. O Sinpro/RS manterá o assunto em pauta.