FME: sustentabilidade e meio ambiente em discussão

Apesar da ausência de Gina Mumba Chiwela, gestora do programa do Fórum de Ação Popular e ganhadora do prêmio de alfabetização Rei Sejong, da Unesco, centenas de participantes ocuparam o Ginásio da Ulbra

Comunicação Sinpro/RS
FME | Publicado em 23/01/2014


segundo dia do Fórum Mundial de Educação Temático (FME) — Pedagogia, Região Metropolitana e Periferias, realizado em Canoas, teve como debate principal “Educação, Ambiente e Sustentabilidade”. Apesar da ausência de Gina Mumba Chiwela, gestora do programa do Fórum de Ação Popular e ganhadora do prêmio de alfabetização Rei Sejong, da Unesco, centenas de participantes ocuparam o Ginásio da Ulbra na terça-feira, 21.

No painel, a representante do Instituto Superior de Educação de Cabo Verde, Aidil de Carvalho Borges, falou sobre a Educação na África. Ela destacou as diferenças sociais, em comparação com outros continentes, como o americano. “Aqui existe a separação entre a metrópole e a periferia. Na África, como não há grandes metrópoles e o nível social é similar, o desafio se concentra na qualidade do serviço”, resume Aidil. “Se a Educação é direito garantido a todos, é preciso investir na implantação de uma política de valorização”, completou.

Para a representante da União de Mulheres Alternativas e Resposta de Portugal (Umar), Leslie de Toledo, a Educação, o ambiente e a sustentabilidade ainda são tratados como se fossem eixos individuais. Ela lembrou um caso de sucesso da convergência desses
eixos: o da vencedora do Prêmio Nobel, Wangari Maathai, que promoveu a campanha para plantar 1 bilhão de árvores com o objetivo
de deter o desmatamento. Além disso, conseguiu gerar debate sobre a Educação ambiental e o envolvimento das pessoas com as comunidades que residem.

Durante o FME, que se encerra na quinta-feira, 23, os debates extrapolam espaços reservados aos painéis. Os participantes promovem discussões, como o diretor do departamento de Artes Audiovisuais do Instituto Universitario Nacional del Arte, de Buenos Aires (Argentina), Marcelo Magnasco. Para ele, apesar dos avanços, o Brasil precisa mais investimentos, em especial, no Ensino Superior.

Com informações de Correio do Povo.