NAP – Evento esclareceu assédio moral no ambiente escolar

Tema recorrente nas falas dos professores que chegam ao Sindicato,o assunto é de difícil identificação no dia a dia das escolas,conforme destacou na abertura do encontro a diretora do Sinpro/RS,Cecília

Comunicação Sinpro/RS
NAP | Publicado em 07/06/2011


Evento realizado pelo Núcleo de Apoio ao Professor Contra a Violência – NAP, no dia 3 de junho, apresentou propostas para combater o assédio moral no ambiente escolar. Tema recorrente nas falas dos professores que chegam ao Sindicato, o assunto é de difícil identificação no dia a dia das escolas, conforme destacou na abertura do encontro a diretora do Sinpro/RS, Cecília Farias.

Para Márcia Medeiros, Procuradora do Ministério Público do Trabalho – MPT, é preciso um novo olhar sobre a questão do Assédio Moral, além do que está nos livros ou legislação. “Assédio Moral é um assunto cada vez mais falado, mas se eu sou empregado acho que tudo é assédio moral, se sou empregador, acho que qualquer coisa que faço pode ser assédio. E isso gera uma avalanche de pedidos na justiça”, explicou Márcia. Ela também lembrou que atos isolados não caracterizam assédio moral. “Costumo dizer que é preciso um filme para caracterizar assédio moral e não uma foto. São necessários atos prolongados, continuados”, relatou.

O representante da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da IV região – AMATRA, Rubens Fernando Clamer dos Santos Júnior, apresentou uma análise constitucional da questão, abordando o princípio da dignidade da pessoa humana como ponto central, que diz que “o trabalho deve assegurar a satisfação integral da pessoa”. Ele também lembrou que, para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito de vida digna é uma vida saudável e “qualquer afronta que reduza o ser humano a coisa ou objeto fere o princípio da dignidade da pessoa humana”. Para ele, o combate ao assédio moral deve ocorrer por meio de uma mudança de cultura por parte dos trabalhadores que já ocupam postos de trabalho e também daqueles que estão ingressando no mercado e, num segundo momento, de ações do Judiciário, que vem tentando contribuir de forma muito intensa.

O psicanalista Eduardo Mendes Ribeiro, da Associação Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA, fez uma análise do modo de vida contemporâneo, caracterizado pelo individualismo e pela solidão que, na sua avaliação, muitas vezes leva à agressividade no ambiente de trabalho.