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Painel e Debate

Condições de Trabalho
e Saúde do Professor

TermômetroO Sinpro/RS realiza no dia 22 de agosto, em Porto Alegre, o Painel e Debate - Condições de Trabalho e Saúde do Professor. O evento terá como base os resultados da pesquisa “Condições de trabalho e saúde dos trabalhadores nas instituições de ensino privado do Rio Grande do Sul” realizada entre 2008 e 2009 pelo Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat) para o Sinpro/RS e a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Privado do RS (Fetee/Sul).

Divulgado em junho, o estudo apontou que fatores como jornada de trabalho elástica, excesso de atividades, pressão de chefias e de alunos estão entre os principais geradores de agravos à saúde física e mental dos professores. Além disso, a pesquisa mostrou que um grande número de professores, mesmo adoecidos, não deixa de cumprir o expediente, fazendo uso excessivo de tratamentos e medicamentos.

ão abordados nesse encontro que, por meio de debates com profissionais de diferentes á reas, tem como principais objetivos trabalhar o assunto de forma preventiva com a categoria, levantar propostas de melhoria nas condições de trabalho e divulgar para a sociedade os problemas que atingem o ensino privado.

Editorial

A pressão no ambiente de trabalho das instituições do ensino privado é cada vez maior. A pesquisa realizada pelo Sindicato revela dados alarmantes que precisam ser debatidos. São necessárias, portanto, ações concretas para o seu enfrentamento e a conquista de melhores condições de trabalho e saúde.

Para isso acontecer, não basta fazer a denúncia e encaminhar uma pauta de reivindicações ao sindicato patronal. Essa luta tem que ser coletiva, levando o tema da saúde para o ambiente escolar, para as salas de professores, onde os responsáveis pela gestão da educação devem ser sensibilizados. Não pode ser uma luta isolada, feita somente pelo professor, que adoece e procura tratamentos e medicações para resolver seu problema.

É necessário mostrar às escolas que o professor precisa de tempo para ser professor. É preciso assegurar o direito ao descanso no recesso das atividades letivas, a lecionar para turmas que não estejam superlotadas, com orientações para prevenção de doenças e, principalmente, a ser remunerado pela extensa jornada de trabalho extraclasse.

A luta precisa ser de todos nós. O debate, promovido pelo Sinpro/RS, será, sem dúvida, um grande evento que marcará o início de um enfrentamento coletivo do problema de saúde dos docentes e definirá as bases para novas conquistas. Professor, inscreva-se e participe.



Programação


9h30min
Apresentação da Pesquisa
Condições de trabalho e saúde dos trabalhadores nas instituições de ensino privado do Rio Grande do Sul
Wilson Campos, Psicólogo do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho - Diesat
Representante da Direção do Sinpro/RS

10h10min às 10h20min - Apresentação de vídeo com depoimentos de professores

10h20min às 11h40min
Painel 1 - A extensão da jornada de trabalho do professor como fator de adoecimento
Painelistas:
Mauro Soibelman - Perito Médico da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região/Ministério Público do Trabalho.
Emílio Papaléo Zin - Desembargador Federal do Trabalho - Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.

11h40min às 12h - Coffee-break

12h às 14h
Painel 2 - A tensão no ambiente escolar e seus reflexos na saúde do docente
Painelistas:
Dra. Eliana Perez Gonçalves de Moura - Psicóloga e Doutora em Educação; Professora da Feevale.
Juiz Luiz Antonio Colussi - Presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV).


Pesquisa


Realizada pelo Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho - Diesat -, apresenta, além de um perfil detalhado do professor do ensino privado gaúcho, a realidade de trabalho no ambiente escolar e da saúde docente.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Dieese, o Rio Grande do Sul conta com 36.161 professores que atuam em instituições privadas, sendo 15.541 na Educação Superior e 20.620 na Educação Básica.

A pesquisa foi realizada em dez meses (agosto de 2008 a maio de 2009). Foram ouvidos 1.680 professores, o que corresponde a 7% do universo de mais de 22 mil docentes atingidos pela pesquisa (sócios e não sócios do Sindicato), de todos os níveis de ensino (do Infantil ao Superior), em 23 cidades gaúchas, abrangendo todas as regiões do Estado. Foram duas etapas: entrevistas pessoais e questionário eletrônico.

CONHEÇA ALGUNS DOS RESUL TADOS DA PESQUISA:


Condições de saúde
• Faz tratamento com medicamentos e outros procedimentos – 49%
• Apresentou problema de saúde física e mental relacionado ao trabalho – 45%
• Sentiu cansaço e esgotamento frequentes nos últimos seis meses – 78%
• Utiliza medicamento antidepressivo – 20%
• Teve dificuldade para dormir nos últimos seis meses – 59%
• Sente dores no corpo após um dia de trabalho – 71%

Assédio moral
• 33% dos professores sentem-se assediados moralmente por alunos
• 31% por seus chefes
• 23% por professores

Estresse crônico
• 47% dos professores responderam que se sentem constantemente esgotados e sob pressão mais do que o habitual
• 41% sentem irritação ou impaciência
• 17% vivenciaram ou presenciaram violência na escola

Manifestações físicas de problemas de saúde
• Rouquidão e perda da voz – 49%
• Problemas alérgicos – 47%
• Tendinite e problemas de articulação – 44%
• Enxaqueca – 33%
• Gastrite – 27%
• Obesidade – 23%
• Hipertensão – 19%
• Câncer – 2%

Acesse a pesquisa na íntegra no site do Sinpro/RS:
http://www.sinprors.org.br/pesquisa

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