O desencontro de dados entre a efetividade dos professores e a sua remuneração é outro tema que, por falta de diálogo, foi remetido ao Ministério Público do Trabalho.
Ao longo do ano foram inúmeros os casos denunciados ao Sindicato: reduções injustificadas de carga horária, algumas sequer comunicadas; erros de lançamento de carga horária; supressões de carga horária por extinção de projetos e atividades e falta de reconhecimento de atividades realizadas para efeito de pagamento.
Situações e problemas que custaram a vários professores muita tensão e desgaste para conseguir as correções necessárias ou ao menos uma justificativa digna. Os valores decorrentes das correções nunca tiveram atualização monetária, nem o acréscimo da multa convencional.
O problema foi geral, ocorrendo em todas as unidades da Rede Metodista.
Problemas decorrentes de sistema, coordenações pouco afeitas ao diálogo e, é claro, muita centralização e distância da gestão em relação aos fatos geradores.
Em agosto, o Sinpro/RS encaminhou uma notificação formal à instituição, pedindo a regularização dessa prática.
A resposta institucional, através da Gestão de Pessoas, foi de negativa da ocorrência dos problemas; mas teve um aspecto surpreendente: a resposta no mesmo dia do recebimento. Leia trecho:
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“Os valores informados e descritos no recibo de pagamento de salários dos docentes correspondem às horas-aula executadas e informadas pelos coordenadores dos cursos mensalmente. Eventuais divergências entre as informações prestadas pelos coordenadores e as horas efetivamente cumpridas são regularizadas imediatamente após a identificação do equívoco.”
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Os professores certamente apreciariam tamanha presteza na solução das suas demandas.
No final de novembro, o Sindicato também encaminhou denúncia ao MPT sobre a ocorrência desses problemas.
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