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ATRASOS

Falta de transparência e acordos não cumpridos

A Unicruz, na relação com seus professores, já acumula um longo histórico de descumprimentos da Convenção Coletiva de Trabalho. Já foram pactuados vários acordos, por meio de negociação com Instituição e aval dos professores. Em diversas ocasiões, inclusive, houve viabilidade de acordos somente após a Instituição ser acionada judicialmente. Mas em todos os casos o Sinpro/RS negociou com a reitoria, defendendo os direitos básicos dos professores, sem perder de vista as dificuldades apresentadas pela administração e sempre levando-as em consideração nas assembléias, inclusive na pactuação dos processos judiciais.

No início deste ano, foi feito um novo acordo entre os professores e a reitoria, negociado pelo Sinpro/RS e aprovado em assembléia geral, em que se aceitou o parcelamento de salários atrasados. Em troca, houve o compromisso da Instituição de que o pagamento dos salários seria realizado até o dia 10 de cada mês. Na ocasião, até mesmo os professores demissionários aceitaram o parcelamento das verbas rescisórias. Os docentes acataram tais condições diante da afirmativa da Instituição de que esta honraria o compromisso de regularizar a situação, fato que, como sabemos, não ocorreu.

Chegamos ao mês de agosto com uma sucessão de salários que não foram pagos em dia e o pagamento das parcelas do acordo estão sendo atrasadas, tanto com os docentes que estão atuando na Instituição como com os demissionários. Isso é muito grave, pois, apesar de todas as concessões feitas pelos professores para que a Universidade pudesse viabilizar o pagamento dos salários, a Unicruz, mesmo assim, vem descumprindo sua parte.



Assembléia será no dia 5 de setembro

A situação apresentada incidiu na solicitação do Sindicato para uma audiência com a reitoria no dia 22 (texto no verso) e na convocação de uma assembléia de professores que ocorrerá no próximo dia 5 de setembro, às 20h30, no Auditório da Unicruz. Após relato das negociações, a assembléia irá discutir e deliberar sobre a execução do acordo na Justiça do Trabalho e definir iniciativas que possam reverter o atual quadro vivido pela Instituição. Também na ocasião, o Sinpro/RS estará prestando contas aos professores credores (demissionários e não-demissionários) das parcelas pagas do acordo realizado bem como do saldo devido pela Universidade. A Unicruz, infelizmente, vem persistindo na prática de não reconhecer o problema, apenas restringindo-se a alegar dificuldades, porém agindo como se a situação exposta representasse um quadro de normalidade.

TRANSPARÊNCIA - Ao longo desse processo, o Sindicato tem sinalizado uma outra questão que se soma a esse problema, que é a falta de trans-parência praticada pela administração. A prova disso é que os professores não conhecem a real situação da Unicruz, apenas as alegações vagas sobre as dificuldades financeiras que impedem a Universidade de pagar em dia os seus professores.

O Sinpro/RS quer lembrar que as demissões ocorridas no início do ano, que tinham por objetivo resolver o problema, não foram acompanhadas de iniciativas administrativas que combinassem essas rescisões com o enxugamento de setores que sabidamente já vinham apresentando problemas. Não é momento de se protelar decisões sob pena de agravamento do quadro. O Sindicato já vivenciou experiência similar em outra instituição comunitária que no passado recente se encontrava em situação idêntica à da Unicruz atualmente. Depois de um curto período de crises financeiras sucessivas, a referida universidade encontra-se hoje em situação de insolvência. Não queremos que o mesmo ocorra com a Unicruz.

O Sinpro/RS defende que os professores não devem aguardar passivamente, mas sim assumir uma ação afirmativa na busca de soluções para os problemas da Instituição desde já, para que a situação não se agrave ainda mais.



AUDIÊNCIA

Reitoria compromete-se a fornecer informações

Em audiência ocorrida no dia 22 de agosto entre a reitoria da Unicruz e o Sinpro/RS, o Sindicato cobrou o cumprimento do acordo e o pagamento dos salários atrasados. A reitoria manifestou-se dizendo não poder pagar integralmente os débitos aos professores e comprometeu-se em saldar as parcelas atrasadas do acordo no dia 31 de agosto. Além disso, ficou de apresentar até o dia 5 de setembro uma proposta de quitação integral dos salários vencidos de todos os professores.

Na oportunidade, diante da solicitação do Sindicato, a Instituição se dispôs a fornecer:

relação da função e carga horária de cada professor e funcionário;
a negativa junto ao FGTS;
relação completa dos professores e dos débitos correspondentes devidos pela Instituição para cada um deles.

O prazo estabelecido para o fornecimento dessas informações se encerra no dia 5 de setembro.



EMPRÉSTIMOS

Professores são credores da Unicruz e devedores dos bancos


Existem basicamente duas situações em que se encontram os professores da Unicruz no que se refere à dívida da Universidade para com estes. A maior parte dos docentes pertence ao grupo que contraiu empréstimos - tendo como avalista a própria Universidade - como forma de pagamento dos salários. Ocorre que a Unicruz não pagouà instituição bancária, que por sua vez está acionando os professores.

O Sindicato na ocasião da proposição dos referidos empréstimos alertou sobre essa possibilidade e dos riscos de tal prática. Além disso, o Sinpro/RS considera esse expediente uma medida paliativa que não salda de fato o débito da Unicruz com os professores, além de considerar um risco para os titulares dos empréstimos. O professor, além de não receber seus salários em dia, passa a responder como devedor do sistema financeiro, ficando na condição de credor da Universidade e devedor do que ainda nem recebeu de fato.

O outro grupo, minoritário, optou por não contrair empréstimos. Este, desde maio está contando apenas com as parcelas do acordo realizado em março, o que é absolutamente insuficiente.
Em reunião ocorrida também no dia 22 de agosto, no final da tarde, os professores relataram que estão vivenciando um quadro dramático. Segundo os depoimentos, é comum que os mesmos não possuam recursos suficientes para honrar seus compromissos financeiros e prover suas necessidades básicas e de suas famílias.



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