
Professores da Uergs são representados pelo Sinpro/RS
Foto: Igor Sperotto
Os professores da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) aprovaram, em votação realizada no dia 27 de março, a pauta de reivindicações que será levada às negociações com o governo do Estado. A deliberação marca o início do processo negocial e define as prioridades dos professores que atuam na Universidade.
Entre os principais pontos aprovados está a reposição das perdas do poder aquisitivo dos salários, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses anteriores à data-base, 1º de junho, acrescido de 5% de aumento real. A mesma lógica foi estendida às cláusulas sociais com repercussão econômica, que também deverão ser reajustadas pelo INPC do período, somado ao percentual de ganho real.
A pauta inclui ainda a reivindicação de pagamento de um abono salarial como forma de compensar as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos, especialmente em razão da não aplicação de reajustes nas datas-bases entre 2019 e 2025. Outro ponto considerado central pelos docentes é a implementação da Lei Federal Complementar nº 226/2026, com a garantia do pagamento retroativo dos quinquênios, cujos períodos aquisitivos foram congelados durante a pandemia de COVID-19, entre maio de 2020 e dezembro de 2021.
Também consta entre as demandas a fixação de auxílio-refeição ou alimentação no valor de R$ 1.549,50, além da autorização para a realização de concurso público destinado ao preenchimento de 75 vagas docentes. Os professores defendem, ainda, a autonomia da universidade para repor vagas abertas em decorrência de exonerações, aposentadorias ou falecimentos, como forma de assegurar a continuidade e a qualidade das atividades acadêmicas.
Com a pauta definida, a expectativa dos professores é que o governo estadual abra espaço para negociação efetiva, considerando o cenário de defasagem salarial e as necessidades estruturais da universidade.