Educação básica fecha acordo com aumento real de salário
O documento garante avanços no salário de 15.557 professores que atuam em 690 instituições de ensino em todo o estado
Por Valéria Ochôa
ENSINO PRIVADO | Publicado em 07/05/2026
Os professores da educação básica aprovaram, no dia 25 de abril, a proposta para acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026-2027. O documento, negociado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) com o sindicato patronal (Sinepe/RS), garante avanços no salário de 15.557 professores que atuam em 690 instituições de ensino em todo o estado.
Um deles é o aumento real de salário, com a reposição integral da inflação e o aumento do percentual da hora-atividade – o que totaliza um reajuste de 5%. “O Sinpro/RS sempre garantiu reajuste salarial, no mínimo, contemplando a inflação, mesmo em período de crise, como na pandemia e de inflação alta”, observa Cássio Bessa, dirigente do Sindicato. “Além disso, conquistamos redução, no piso, da diferença salarial entre a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental com os anos finais, que também representa aumento real de salário.”
Bessa cita também outros direitos, contemplados na CCT e negociados anualmente, os quais também têm repercussão financeira para os professores: os adicionais por aprimoramento acadêmico e por tempo de serviço, o desconto para dependentes e o plano de saúde, entre outros.
O Sinpro/RS comemora ainda a contratação, como professores, dos docentes que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Até então, esses profissionais eram contratados como auxiliares ou monitores em muitas escolas. “Além do reconhecimento profissional, a conquista representa um aumento na remuneração e a garantia de todos os direitos da CCT”, destaca Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS.